FÓRMULA 1 PASSA VERGONHA NA ARÁBIA + RED BULL X FERRARI É DISPUTA DE 2022 | Paddock GP #280

A temporada da Mercedes começou bem diferente das expectativas criadas sobre a atual octacampeã do Mundial de Construtores. Apesar de ter um design inovador, a equipe alemã ainda não conseguiu desbloquear todo o potencial do carro. Mesmo com um pódio no Bahrein, nas mãos de Lewis Hamilton, o heptacampeão e o companheiro George Russell seguem muito atrás das rivais Ferrari e Red Bull.

O desempenho abaixo tem levantado questões sobre o motor da Mercedes, já que suas equipes parceiras (McLaren, Williams e Aston Martin) têm andado no final do grid. Enquanto isso a Ferrari parece ter evoluído no quesito, e a Red Bull tem apresentado as maiores velocidades de reta da categoria.

Mas, para George Russell, a unidade de potência não é o problema: “Acho que tudo pareceu melhor quando aumentamos a força do motor na classificação. Nós parecíamos praticamente no mesmo nível da Ferrari em termos de velocidade nas retas”, avaliou o jovem britânico.

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George Russell terminou em quinto com a Mercedes, mas saiu chateado com o ritmo da equipe na F1 em 2022 (Foto: Mercedes)

“A Red Bull definitivamente estava usando menos asa do que nós, mas eles aparentemente aceleram muito, muito rápido quando chegam no meio das retas. Eles devem estar fazendo um trabalho melhor de reduzir o arrasto em altas velocidades. O desempenho deles nas retas no momento é extraordinário, então precisamos trabalhar em todas as áreas para alcançá-los”, analisou o ex-piloto da Williams.

Russell não teve um bom primeiro final de semana, mas o abandono duplo da Red Bull lhe rendeu um quarto lugar no Bahrein. Já na Arábia Saudita, George conseguiu andar a frente de Hamilton e acabou em uma sólida quinta colocação. O status de terceira força do grid não desanima o piloto da Mercedes, que ainda acredita em uma reviravolta na situação da equipe e já disse que quer brigar por vitórias.

“Nós definitivamente não estamos fora. Mas, com certeza, se não conseguirmos encontrar algumas melhorias, não há como nós brigarmos por este campeonato. Nós definitivamente não estamos desistindo. Nós saímos dessas duas primeiras corridas como o terceiro melhor time”, explicou Russell.

“Eu não sei como o campeonato vai estar, mas mesmo se continuarmos assim pelas próximas cinco, seis, sete, oito corridas, ainda vamos estar em uma distância próxima, eu diria. Não há razões para que a gente não dê a volta por cima”, afirmou o piloto do carro #63.

A Fórmula 1 retorna no dia 10 de abril, para o GP da Austrália, que volta ao calendário após dois anos fora.

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