FÓRMULA 1 PASSA VERGONHA NA ARÁBIA + RED BULL X FERRARI É DISPUTA DE 2022 | Paddock GP #280

George Russell entrou na Fórmula 1 ainda em 2019 e passou todos os seus anos desde então como piloto da Williams, apenas esperando o chamado da Mercedes que não era segredo que viria. O sonho do britânico — e de todos aqueles que conseguem alcançar o nível máximo do automobilismo — era ter um carro competitivo que lhe possibilitasse brigar por vitórias e o título.

Assim, nada melhor do que a equipe que venceu nada menos do que os oito últimos Mundiais de Construtores, absolutamente todos na Era Híbrida, e teve também o campeão de pilotos em sete dessas oportunidades — a exceção foi justamente o último campeão, Max Verstappen, da Red Bull. E após passar por todo esse processo, Russell enfim recebeu o tão aguardado chamado no ano passado. E agora, ironicamente, encontra a equipe na pior forma desde 2013.

A verdade é que ainda não se sabe exatamente quais são os problemas da Mercedes, já que eles parecem surgir de todos os lados. Carro que mais sofre com o quique em todo o grid da F1, o W13 simplesmente não consegue se adaptar à nova aerodinâmica da categoria como os outros. Até uma lateral diferente foi criada, praticamente sem sidepods, em jogada que ainda não apresentou a efetividade esperada.

George Russell abriu sua caminhada na Mercedes com um quarto lugar no Bahrein (Foto: Mercedes)

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E quem dera — para a Mercedes — que o quique fosse o único problema. A unidade de potência fabricada pela equipe alemã — indiscutivelmente a mais forte da Era Híbrida até 2021 — parece não ter conseguido acompanhar os rivais de Ferrari e Honda: todos os seis últimos colocados na corrida de abertura, no Bahrein, utilizavam motores Mercedes.

Na classificação para o GP da Arábia Saudita, a história se repetiu: no grid de largada em Jedá, os últimos seis tinham a unidade de potência da escuderia alemã em seus monopostos — incluindo Lewis Hamilton, que alcançou seu pior resultado em ritmo normal de treino nos últimos 13 anos. Apesar dos maus resultados, a Mercedes nega qualquer deficiência em seu motor.

Assim, Russell já começa a dar sinais de impaciência. No Bahrein, andou o tempo inteiro atrás do companheiro e se manteve no posto até o final: o heptacampeão conseguiu um inesperado pódio, em quarto, e George se manteve em quinto. Em Jedá, a história foi diferente.

George Russell demonstrou preocupação com distância para rivais (Foto: Mercedes)

Russell foi o responsável por carregar a Mercedes na Arábia Saudita, já que o heptacampeão teria de largar do fundo do pelotão — o #63 não apresentou a mesma dificuldade do #44 e conseguiu garantir o sexto lugar no grid de largada. George fez uma corrida sem erros e sem sustos, conseguiu a quinta colocação — máximo que a equipe visa atualmente, já que Ferrari e Red Bull estão claramente à frente — e deixou clara sua insatisfação.

É evidente que Russell não foi para a Mercedes brigar pelo quinto lugar, ou até mesmo pelo pódio: ele quer vencer. E também é naturalmente curioso que a equipe não possa oferecer isso pela primeira vez em nove anos — e justamente na vez dele. Assim, já se ouvem os primeiros pedidos para que o W13 apresente mudanças de forma mais rápida, pois a diferença de pontos construída agora, no início, pode ser irrecuperável mais tarde.

O britânico se preparou única e exclusivamente para ocupar o posto no qual está agora, mas quando sua hora chegou, a equipe não conseguiu lhe oferecer um conjunto vencedor. Aparentemente adaptado ao carro da Mercedes, Russell não encontra meios de alcançar o objetivo que traçou antes de chegar ao time de Toto Wolff. E os primeiros sinais de frustração já puderam ser vistos.

Enquanto a Mercedes busca alguma forma de melhorar o desempenho dos carros, Russell cobra que essa melhoria chegue mais rápido. O campeonato já começou, a Mercedes ficou bem atrás das duas principais equipes da Fórmula 1, e George provavelmente não esperava por isso.

Os quiques do W13 estão tirando o sono de George Russell e de toda a Mercedes (Foto: Mercedes)