O acidente de Jack Doohan nos treinos livres do GP do Japão do último fim de semana ainda reverbera. O novato da Alpine sofreu forte acidente na sexta-feira em Suzuka após tentar algo que projetou no simulador: contornar a curva um com o DRS (asa móvel) acionada. A situação levantou discussões sobre se o DRS tem de se fechar automaticamente, mas George Russell discorda.

Russell, que é um dos diretores da GPDA (Associação dos Pilotos de F1, na sigla em inglês), negou que o necessário seja mexer para tirar a decisão das mãos dos pilotos. Sobretudo por ser um problema que não se apresenta tanto assim.

“É claro que aconteceu com Jack foi uma batida forte e uma pena, mas é uma coisa que você vê acontecer uma vez, todo mundo entende o que aconteceu, e é provavelmente a única curva do calendário inteiro em que isso é um problema”, continuou.

“Enquanto pilotos você tem responsabilidades. Temos de acelerar tudo nas retas e virar nas curvas. Apertar o botão para desligar o DRS é parte do trabalho”, disse.

Na realidade, o DRS até tem mecanismos automáticos de fechamento: quando há a frenagem ou dependendo da intensidade da aceleração, mas nada disso funcionou no caso de Doohan – e normalmente os pilotos fecham o DRS antes disso. A discussão passou a ser se o sistema tem de ser totalmente automático.

“Não queremos que seja automático. Temos de deixar na mão dos pilotos. [O carro] já tem muitos apetrechos e dispositivos de auxílio”, finalizou.

Fórmula 1 volta de 11 a 13 de abril para o GP do Bahrein, em Sakhir, quarta etapa da temporada 2025.

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