George Russell revelou que o hiato entre os GPs do Japão e de Miami serviu para que pilotos, equipes, a própria Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) se reunissem para chegar a um acordo sobre qual caminho seguir com o novo regulamento de 2026. De acordo com o piloto da Mercedes, as conversas foram positivas, com todas as partes apresentando pensamentos alinhados.

O regulamento da F1 de 2026 começou a dividir opiniões entre os pilotos ainda durante a pré-temporada, quando os carros passaram a sofrer com a perda de potência causada pelo descarregamento da bateria da parte elétrica, que corresponde a cerca de 50% da potência do motor.

Desde então, os pilotos passaram a alertar sobre problemas de segurança e a reclamar da artificialidade nas disputas por posição. Além disso, os carros não são capazes de completar uma volta de classificação sem perder potência por causa da bateria, o que trouxe mais um fator de desconforto para os competidores.

Após o GP do Japão, em que Oliver Bearman bateu no muro ao tentar desviar de Franco Colapinto, que estava lento em um trecho de alta velocidade, a necessidade de discutir a segurança do esporte ganhou ainda mais força. Assim, FIA, pilotos e a Fórmula 1 se reuniram para tentar encontrar soluções. De acordo com Russell, as conversas foram positivas.

“Independentemente do incidente no Japão, sempre esteve planejada uma discussão com todos os pilotos, a F1 e a FIA sobre como fazer pequenas melhorias no regulamento. Claro que há coisas que queremos melhorar, como viabilizar uma classificação sem ter de tirar o pé do acelerador para recuperar energia. Tivemos conversas positivas com a FIA e todos estão alinhados com o que queremos alcançar”, disse Russell.

“Os dois pontos principais são a classificação e a redução das velocidades de aproximação dos carros. A FIA está definitivamente ciente disso do que causou o acidente de Bearman no Japão e agora busca reduzir a velocidade de aproximação dos carros em áreas anormais, especialmente em trechos que não sejam do modo reta”, continuou Russell.

“A FIA tem mantido muita comunicação com alguns pilotos e, pelo menos do ponto de vista técnico, provavelmente é o relacionamento mais próximo que tivemos com eles em muitos anos, então isso é muito positivo”, finalizou Russell.

A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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