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Russell vai na contramão de Hamilton e Verstappen e defende regulamento da F1 2026
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Russell vai na contramão de Hamilton e Verstappen e defende regulamento da F1 2026

Diferentemente de Lewis Hamilton e Max Verstappen, George Russell encerrou a primeira semana dos testes coletivos da Fórmula 1 satisfeito com os novos carros

Ana Letícia Ferro e Leonid Kliuev

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Depois de um início difícil com a Mercedes no Bahrein, George Russell fechou a manhã desta sexta-feira (13) em primeiro lugar — o segundo melhor tempo do dia. Além disso, apesar das críticas feitas por outros pilotos, como Lewis Hamilton e Max Verstappen, por exemplo, o britânico classificou o novo regulamento da Fórmula 1 como um “grande avanço”.

Ao completar 78 voltas e anotar 1min33s918 no cronômetro, o dono do #63 só não foi melhor do que Andrea Kimi Antonelli, companheiro de equipe, que encerrou as atividades no circuito de Sakhir em grande estilo com as Flechas de Prata. Vale lembrar que a escuderia liderada por Toto Wolff enfrentou problemas sérios com o carro nas sessões anteriores.

Mas além do próprio resultado em si, Russell foi convidado a falar das primeiras impressões sobre o novo regulamento durante uma entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “Realmente acho que é um grande avanço. Sempre gosto de dar uma chance às coisas. Estamos há quatro dias em um conjunto de regulamentos que vai durar mais de três anos, e o progresso que todos vão fazer nestes primeiros meses será enorme”, começou. 

“Acho que os carros estão muito agradáveis de pilotar”, disse. “Só pilotei a geração menor de carros de F1 duas vezes e não consegui acreditar na diferença do quanto o carro parece mais ágil por ser mais leve e menor, então isso é muito bom”, acrescentou.

O motor da Mercedes foi o grande assunto da pré-temporada da F1 2026 (Foto: Mercedes)

“Os motores são muito complicados e, para ser sincero, provavelmente estão causando mais dor de cabeça para todos os engenheiros do que para os pilotos”, continuou Russell. 

Vale ressaltar que um dos grandes desafios com o novo regulamento é a mudança na unidade de potência, que passa a uma distribuição 50/50 entre combustão e energia elétrica. Os competidores passam a contar com uma nova preocupação: gerenciamento de energia. Com isso, devem acumular, utilizar e recarregar, o que gera uma nova carga de complexidade para a pilotagem.

“Essas duas pistas, Barcelona e Bahrein, são indiscutivelmente duas das mais fáceis para o motor. Portanto, não quero dizer nada muito cedo antes de chegarmos a Melbourne ou Jedá, mas será muito mais desafiador para os motores e a energia quando chegarmos lá”, concluiu Russell.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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