O retorno de Nico Hülkenberg ao grid da Fórmula 1 é uma aposta da Haas em prol da estabilidade na briga no pelotão intermediário do grid. Foi dessa forma que Guenther Steiner, o chefe do time americano, falou sobre as intenções da equipe para a temporada 2023, tendo o experiente alemão ao lado de Kevin Magnussen.
No início do ano, a Haas surpreendeu ao marcar pontos em três das quatro primeiras etapas do calendário — todos com Magnussen. de Miami em diante, no entanto, a equipe entrou numa montanha-russa de desempenho, voltando à zona de pontuação apenas na Inglaterra, dessa vez também com Mick Schumacher. A falta de consistência faz o time ser apenas o oitavo no Mundial de Construtores, à frente apenas de AlphaTauri e Williams.
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“O futuro de curto prazo é fazer o time voltar para onde queremos estar, pelo menos no pelotão intermediário ou até na parte de cima do campeonato nos próximos dois anos”, disse Steiner. “Queremos lutar de maneira apropriada no pelotão intermediário, porque esse ano chegamos a brigar, estávamos no meio dos duelos. Tem sido um ano de altos e baixos”, argumentou.
“Precisamos de estabilidade para o ano que vem. Demos um grande passo em 2022 na comparação com os dois últimos anos, mas claro que queremos melhorar mais e mais. A meta é essa, porque as outras equipes evidentemente querem fazer o mesmo”, continuou.
A aposta em Hülkenberg é clara no que diz respeito à experiência. São dez temporadas completas e outras participações substituindo pilotos no grid entre 2020 e 2022. No entanto, o tempo parado levantou questões se a falta de ritmo de corrida não poderia atrapalhar a performance do piloto de 35 anos, e Steiner admitiu que esse ponto foi levado em consideração.
“Nós nos atentamos para isso, mas quando ele entrou para substituir alguns pilotos nos últimos anos, foi muito certeiro. A Aston Martin nos enviou uma mensagem dizendo que vai liberá-lo para andar conosco na terça-feira [nos testes de pneus da Pirelli]. Agradeço a eles por isso. Podemos, então, deixá-lo afiado na próxima semana, e ainda teremos os testes da pré-temporada, no Bahrein, então acredito que ele estará bem”, frisou o dirigente.
“Esses carros de F1 são muito exigentes fisicamente, vai levar algum tempo até ele se acostumar, pois a única maneira de treinar os músculos é pilotando os carros. Mas ele está em forma, e não vejo isso [ser um problema]. Sem dúvida, nos questionamos: ele vai andar bem depois de ficar de fora? Só que você olha para os resultados quando foi chamado às pressas, e ele foi muito bem”, finalizou Steiner.