Haas se opõe a regra que veta terceirização de peças na F1: “Vai matar equipes menores”
Possível mudança nas regras pode complicar atuação da Haas na F1, já que terceiriza boa parte dos componente que utiliza na categoria
Chefe da Haas, Ayao Komatsu levantou a voz contra uma possível mudança de regulamento na Fórmula 1 a partir de 2026. De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, algumas equipes querem inserir às regras da categoria que os times que terminarem entre os cinco primeiros no Mundial de Construtores sejam obrigados a produzir seus próprios componentes.
O salto da Haas, que deixou o fundo do pelotão e agora briga com constância pelos pontos, estaria incomodando algumas equipes na Fórmula 1, que, por sua vez, pressionam para mudanças no regulamento da categoria a partir de 2026. Algo que já tem apoio da Aston Martin, Alpine e Williams, segundo a publicação alemã.
O modelo de negócios da Haas é praticamente comprar de terceiros. A equipe adquire o chassi desenvolvido pela Dallara e as peças permitidas da Ferrari — o time possui uma subsede dentro de Maranello, tamanha dependência da escuderia italiana. Agora, o time também terá parceria técnica com a Toyota, em acordo revelado no último mês.
Por enquanto, o regulamento de 2026 permite explorar ainda mais a produção de terceiros, como motor, transmissão, suspensões, sistema hidráulico e direção. Barrar esse tipo de atividade não frearia somente a Haas, mas também a RB, que, evidentemente, estreitaria ainda mais a relação com a Red Bull. No entanto, o caso da equipe norte-americana é mais sensível, pois não conta com estrutura para executar tudo de maneira autoral. Precisariam de uma nova fábrica, mais equipamentos e funcionários.

A publicação alemã relatou que existe um compromisso para incluir no regulamento que as cinco melhores equipes do Mundial de Construtores terão de construir tudo no prazo de três anos, incluindo os componentes que podem ser adquiridos. A RB dá pinta de estar aberta à proposta, enquanto a Haas já anunciou oposição à regra.
“Isso seria um assassinato para as equipes pequenas. Se a Fórmula 1 quer que o maior número possível de equipes seja competitiva, ela precisa rejeitar essa regra. Que coisa melhor pode acontecer ao esporte quando Davi vence Golias?”, disparou Komatsu.
“Recebemos um valor nominal equivalente no teto orçamentário para os componentes que compramos. Isso é tão alto que não temos vantagem”, prosseguiu.
Vale destacar que a Sauber passou a produzir seu próprio câmbio há dois anos, pois o processo seria mais em conta do que comprar as peças da Ferrari, antiga fornecedora.
Agora, a Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 24 de novembro para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos.
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