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Honda à vista? GM revela contrato assinado com “uma fornecedora de motores” para F1

Ligações já existentes entre a General Motors e a montadora japonesa, combinadas com declarações de Mark Reuss e Michael Andretti, aumentam rumores de que Honda deve 'entrar para a festa'

Felipe Leite

Publicado em

O mundo do automobilismo já pôde absorver a notícia de que a Andretti reuniu forças com a GM para planejar uma entrada — junto da Cadillac — na principal categoria de automobilismo do mundo, a Fórmula 1. Agora, resta a pergunta: quem será a fornecedora de motores da equipe americana, caso a proposta passe pelo crivo da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da própria categoria?

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“Para começar, temos um acordo assinado com uma fornecedora de motores. A partir daí, conforme avançamos, vamos trazer muita de nossa experiência para criar coisas para o futuro também”, despistou o presidente da GM, Mark Reuss, ao ser questionado sobre o tópico em coletiva de imprensa. “Acho que será mais uma colaboração com outra fabricante”, adicionou Michael Andretti.

Os indícios levam a crer que trata-se da Honda. A montadora japonesa deixou a F1 oficialmente, mas está devidamente registrada como uma das fornecedoras de unidades de potência para 2026 — quando a categoria passará por mais uma grande mudança, com a chegada dos motores com tecnologia sustentável.

Mark Reuss é o presidente da GM (Foto: Jeff Kowalsky/AFP)

Vale dizer, também, que a Cadillac e a Honda possuem uma colaboração comercial automotiva de longa data, relacionada à produção de veículos elétricos. Há, portanto, a existência de bons laços entre as duas partes. Em abril passado, a GM e a montadora japonesa anunciaram planos de expansão da parceria já existente entre as empresas.

Em tal evento de anúncio, GM e Honda afirmaram que “estão trabalhando juntas para permitir a produção global de milhões de veículos elétricos a partir de 2027, incluindo veículos crossover compactos, alavancando as estratégias de tecnologia, design e fornecimento das duas empresas. As empresas também trabalharão para padronizar equipamentos e processos para obter qualidade de classe mundial, maior rendimento e maior acessibilidade”. Não há como negar a relação entre as partes.

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“Falando sobre os veículos elétricos, obviamente temos uma grande parceria com a Honda. Nós também competimos contra a Honda em outras categorias de automobilismo, como a Indy. Nós temos, então, essa natural relação e esse respeito — o que não é nada problemático. Vamos falar especificamente sobre os motores em uma data futura”, completou Reuss.

O hipotético casamento entre GM e Honda na Fórmula 1 coloca ponto final, simultaneamente, em duas outras histórias. No início de 2022, quando a Andretti revelou pela primeira vez os planos concretos de adentrar na principal categoria de automobilismo do mundo, Mario Andretti chegou a afirmar que a equipe da família já havia costurado um acordo de fornecimento de motores com a Renault.

Por outro lado, outro capítulo que chega ao fim diz respeito à relação entre Honda e Red Bull. A equipe dos energéticos tem uma parceria com a montadora japonesa até o final de 2025 — quando o acordo vigente chega ao fim. No entanto, os taurinos já deixaram claro que estariam abertos a fechar com outras marcas, seja para assistência técnica ou apenas marketing — a Ford é, supostamente, uma das interessadas.

Se este for, de fato, o caso — com a Ford e a Cadillac nomeando motores da F1 a partir de 2026 —, a categoria estaria em ótima posição para cumprir com um dos maiores desejos do Liberty Media, grupo detentor dos direitos comerciais: o de crescer, cada vez mais, no mercado dos Estados Unidos. É esperar para ver.

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