Christian Horner revelou que passou a estruturar a Red Bull para não depender de Adrian Newey depois que o projetista cogitou aceitar uma proposta da Ferrari em 2014. De acordo com o antigo chefe da equipe, a postura do engenheiro durante o momento de dificuldade mostrou que não seria possível sustentar o projeto ao redor de uma única pessoa.

A declaração foi dada em uma extensa entrevista ao jornal britânico The Times. Horner também falou sobre a demissão da Red Bull, as rivalidades construídas ao longo da carreira e a possibilidade de retornar à Fórmula 1.

A situação mencionada pelo dirigente aconteceu em 2014, quando a Red Bull perdeu o domínio iniciado quatro temporadas antes. A introdução dos motores híbridos colocou a Mercedes muito à frente, enquanto a unidade de potência Renault enfrentava problemas de rendimento e confiabilidade.

Foi nesse contexto que a Ferrari tentou contratar Newey. O projetista avaliou seriamente a mudança para Maranello, mas acabou permanecendo em Milton Keynes após receber novas garantias e a possibilidade de trabalhar também em projetos fora da F1.

Horner afirmou que a negociação mudou sua percepção sobre o funcionamento interno da Red Bull. “No primeiro sinal de adversidade, Adrian quis abandonar o barco. Foi quando percebi que não poderia confiar nele”, declarou.

O britânico explicou que, a partir daquele momento, iniciou um processo para ampliar a estrutura técnica da equipe e distribuir responsabilidades entre diferentes profissionais. A intenção era impedir que uma eventual saída de Newey comprometesse todo o departamento de engenharia.

Christian Horner abriu o jogo sobre bastidores da Red Bull (Foto: Fórmula E)

O movimento ganhou importância nos anos seguintes com o crescimento de nomes como Pierre Waché. O francês assumiu progressivamente mais responsabilidades no desenvolvimento dos carros, enquanto Newey passou a exercer uma função mais ampla e se envolveu em iniciativas como o hipercarro RB17.

Mesmo assim, Newey continuou sendo uma das principais figuras da Red Bull. Durante a passagem pela equipe, participou das conquistas dos Mundiais de Pilotos de Sebastian Vettel e Max Verstappen, além dos títulos de Construtores obtidos pelo time.

A relação, entretanto, voltou a se deteriorar nos últimos anos da parceria. Newey anunciou a saída em 2024, em meio às disputas internas provocadas pelo caso envolvendo Horner. O projetista posteriormente assinou com a Aston Martin, onde assumiu responsabilidades técnicas e participação acionária.

Na época, Horner procurou minimizar as consequências da perda. O dirigente afirmou que as saídas de Newey e Jonathan Wheatley representavam a perda de “apenas dois” integrantes e que a Red Bull possuía profundidade suficiente para continuar competitiva.

Horner deixou o comando da escuderia em julho de 2025, encerrando uma trajetória iniciada na estreia da Red Bull na F1, em 2005. Laurent Mekies assumiu a chefia. Desde então, o britânico vem sendo relacionado a diferentes equipes e projetos.

Na mesma entrevista, Horner admitiu que aceitaria trabalhar na Ferrari mesmo sem receber participação acionária. O dirigente classificou a escuderia de Maranello como o “emprego dos sonhos”, embora não exista confirmação de negociação para substituir Frédéric Vasseur.

F1 hoje: perguntas frequentes

Quando é a próxima corrida da F1?

A próxima corrida será o GP do Bahrein, no domingo, 4 de outubro de 2026, às 4h de Brasília. Apesar do nome, a etapa será disputada em Sepang, na Malásia. Veja os horários do fim de semana.

Onde assistir ao GP do Bahrein de F1 no Brasil?

Treinos, classificação e corrida terão transmissão pelo sportv3, Globoplay e F1 TV. A prova não será exibida na TV aberta. O GRANDE PRÊMIO fará cobertura em tempo real e segunda tela da classificação e da corrida. Confira as opções de transmissão.

Quem lidera o campeonato da F1 2026?

Kimi Antonelli lidera com 302 pontos. George Russell é o segundo, com 236, após vencer no Azerbaijão e reduzir a diferença para 66 pontos. Entenda a disputa na Mercedes.

Por que Christian Horner disse que não poderia depender de Adrian Newey?

Horner afirmou que chegou a essa conclusão quando Newey considerou deixar a Red Bull e aceitar uma proposta da Ferrari em 2014, durante a primeira grande crise de desempenho da equipe.