A primeira volta de apresentação do GP do Bahrein na Malásia promoveu uma cena inusitada e vexatória para a Fórmula 1, que viu muitos dos carros sofrerem uma pane no molhado traçado de Sepang e precisarem estacionar no meio da pista. A cena gerou confusão para Charles Leclerc, que relatou como foi a experiência própria no meio daquele caos e refletiu sobre o que o problema significa para a categoria.
Durante essa volta de apresentação, alguns pilotos, como Leclerc, Lewis Hamilton, Esteban Ocon e Oliver Bearman apresentaram problemas na configuração de chuva e pararam na pista por uma falha em um software da FIA que está presente em todas as unidades. Momentos após o fim da disputa em Sepang, a entidade emitiu um comunicado nas redes sociais para dar mais detalhes sobre o impasse.
A FIA também prometeu trabalhar com as equipes e os fornecedores de motores em “uma análise completa” do caso, com o objetivo de evitar que problemas semelhantes voltem a acontecer no futuro.
Leclerc, então, descreveu como o problema apareceu no carro da Ferrari e disse que ficou preso nos 20 km/h sem poder fazer muito para voltar à pista. No fim, concluiu que a pane geral foi um pouco “assustadora” de se ver em um carro da F1.
“Muito complicado, muito estranho. No começo, achei que o safety-car tinha apagado as luzes. Não conseguia ver o safety-car. Estava muito longe e havia spray demais, então achei que o safety-car tinha ido embora e que Max estava abrindo distância para aquecer os pneus, e pensei: ‘OK, tudo bem’. Aí me disseram pelo rádio: ‘Acho que Max tem um problema’”, relatou Leclerc.
“Então Max foi embora, depois Lewis ficou lento. Esperei e, em determinado momento, pensei: ‘OK, provavelmente vou seguir’. Quando acelerei, tive exatamente o mesmo problema e percebi que todos estavam na mesma situação. Estávamos presos a cerca de 20 km/h. Então, não sei. É um pouco assustador ver isso em um carro de Fórmula 1“, seguiu.

Leclerc, então, explicou que ficar com a potência limitada por conta dessa pane no software da FIA apenas reforçou uma preocupação já existente entre os pilotos, que é a falta de controle sobre a potência dos carros. Por isso, lembrou que a geração atual da F1 não tem os “carros mais agradáveis de guiar nessas condições”.
“Essa é uma das preocupações com esses carros. Não nesse nível, é claro, porque aqui houve um problema, mas, dependendo do que tem ao sair de uma curva, às vezes pode haver 100 cv a mais ou 100 cv a menos. Você não tem controle total sobre a potência que recebe. E, com esse tipo de visibilidade, como no início da corrida, isso pode provocar acidentes fortes. Então, com certeza, não são os carros mais agradáveis de guiar nessas condições”, opinou Leclerc.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, entre os dias 9 e 11 de outubro, com o GP de Singapura, no circuito de Marina Bay. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Singapura AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.