Não é novidade que na Fórmula 1 vagas podem ir e vir rapidamente. Às vezes, basta que um detalhe seja mal considerado, que a volta rápida seja perdida por uma fração de segundo ou que exista um acidente causado por breve lapso de cautela para um piloto se despedir do cockpit que ocupa. A situação de Liam Lawson não foi diferente e, agora, apesar de ter melhorado os resultados na segunda equipe pela qual corre no ano, ainda destaca a importância de não se precipitar na hora de levar em conta os bons momentos.

Lawson iniciou a temporada de 2025 correndo pela Red Bull, mas, depois de apenas dois GPs, foi dispensado da equipe e mandado de volta à Racing Bulls em que esteve no ano passado. A justificativa foi a falta de resultados do neozelandês, que estreou com uma colisão na Austrália, e terminou a etapa seguinte fora dos pontos, na China. Já pela equipe ‘B’ da marca de bebidas energéticas, contudo, pontuou em três das últimas quatro etapas antes das férias.

“É muito fácil se precipitar no esporte”, iniciou. “Acho que tivemos alguns finais de semana muito bons e a velocidade tem sido boa, mas as coisas mudam muito rápido. Por isso, acho que a abordagem para mim continua a mesma, como tem sido durante a maior parte da temporada, com muita disputa e competitividade. Para mim, é questão dar o máximo, mas me sinto confortável no carro”, disse ao portal neerlandês RacingNews365.

Lawson entrou no programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Red Bull em 2019. Desde então, chegou a trabalhar com ambas as equipes da marca de energéticos. A Racing Bulls foi onde passou mais tempo até agora, mas também destaca aprendizados com o time principal.

Liam Lawson reforça necessidade de cautela na F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

“Houve um período em que, como reserva, passei mais tempo com a Red Bull, e depois passei mais tempo com a VCARB [atual Racing Bulls] quando comecei a correr com eles. Honestamente, passei bastante tempo lá, especialmente com o lado da engenharia da equipe, foram alguns anos”, explicou Lawson

“Realmente aprendi muito sobre o carro e sobre o jeito que a Red Bull era só de trabalhar com a equipe e entender sua abordagem para finais de semana de corrida, para configurar o carro e coisas assim. Com certeza, há pontos que tiro disso e aprendo. Essa seria a única coisa que levaria daquela época, porque, de resto, não passei muito tempo lá.”, finalizou o piloto.

Atualmente, Lawson é o 15º no Mundial de Pilotos, com 20 pontos somados. A Racing Bulls ocupa a oitava colocação no Mundial de Construtores, com 45 pontos.

A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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