Com 23 corridas programadas para a temporada 2023, a Fórmula 1 chegará ao maior campeonato da sua história, mas ainda há muitos circuitos interessados em conseguir um lugar no calendário, sobretudo pistas clássicas. É o caso de Sepang, que recebeu o GP da Malásia 19 vezes entre 1999 e 2017, e o presidente da Associação de Automobilismo do país, Najib Razak, declarou que esse retorno “é questão de tempo”.

A declaração foi dada ao periódico malaio New Straits Times. Razak explicou que não haveria problemas em voltar a receber a principal categoria do automobilismo mundial, porém o impasse atual gira em torno do investimento que seria necessário para a realização do evento.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

Sepang também é um circuito muito popular para a MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

“Ser anfitrião não é um problema. É uma questão de quem vai pagar e se podemos pagar ou não. Não tenho ideia de qual seja [o custo] nesse momento, mas definitivamente é mais alto do que quando paramos, em 2017”, começou o presidente da MAM.

“Recebemos mensagens dos próprios pilotos de que Sepang é uma das pistas mais desafiadoras que eles querem ver de volta ao calendário. Sempre tivemos um bom relacionamento com os organizadores, nos conhecemos desde 1996, quando começamos as conversas para receber a corrida, então é uma questão de tempo”, salientou.

A última edição do GP da Malásia aconteceu há seis anos. De lá para cá, o Oriente Médio começou a ganhar cada vez mais espaço na categoria, com corridas na Arábia Saudita e no Catar, além do foco voltado para o mercado americano, com a estreia de Miami e o GP de Las Vegas, que acontecerá este ano.

Na visão de Razak, é um crescimento que mostra o aumento da popularidade da classe, mas também exige um planejamento mais detalhado financeiramente que, no momento, o país não teria como arcar. Para os próximos três anos, no entanto, a chance pode ser maior.

“A F1 está mais popular do que costumava ser, há um novo público depois da série Drive to Survive, enquanto outros países concorrem por uma corrida. Já procurei várias partes interessadas em automobilismo, acredito que essa indústria ainda tem potencial para ser desenvolvido. Mas temos de garantir a segurança como o principal aspecto”, frisou.

“Neste momento, a resposta é não, não por enquanto. Talvez em dois ou três anos, quando a economia estiver estabilizada”, concluiu o presidente da MAM.