Juntando-se ao grid da Fórmula 1 em 2026 como a nova montadora da categoria, a Audi já encarou os primeiros problemas na semana de testes privados de Barcelona com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg. Mas Mattia Binotto, chefe do projeto da marca, destacou que o time vai precisar aprender a lidar com problemas do tipo se quiser evoluir no esporte — principalmente ao competir com fabricantes como Mercedes, Ferrari e Honda, marcas absolutamente consolidadas no cenário e com experiência nas unidades de potência da F1.

Somadas, as três montadoras já venceram nada menos que 576 corridas, pouco mais da metade das 1.149 registradas até hoje na Fórmula 1. São 35 Mundiais de Pilotos e 34 de Construtores no total. Uma briga em que a Audi, recém-chegada na categoria, vai precisar crescer bastante para entrar.

“Eles têm mais experiência, são organizações já estabelecidas. E, se uma equipe foi grande no passado, continuará sendo grande no futuro, não há dúvidas”, analisou Binotto. “São competidores muito fortes, será um desafio muito difícil para nós. Mas, por outro lado, acho que temos todos os meios para termos sucesso e nos tornarmos referência em desenvolvimento de motores também”, disse.

“Não estou esperando que nossos motores sejam os melhores desde o início, isso seria impossível e irreal. Mas acho que estamos na nossa jornada e precisamos focar em nós mesmos. Nossa missão de obter sucesso até 2030 pode parecer longa demais, mas não é. É sobre amanhã e o dia depois de amanhã. Estamos focados em nós mesmos e seguimos humildes”, pontuou.

Audi teve alguns problemas em Barcelona mas cresceu no fim da semana (Foto: Audi)

Ao longo da semana em Barcelona, Bortoleto e Hülkenberg não passaram de 240 voltas combinadas após alguns problemas no equipamento da Audi. Binotto ressaltou que novas quebras devem vir pela frente, mas o importante será ver como o time vai reagir. Para o italiano, a esquadra tem todas as ferramentas necessárias para não apenas igualar a força dessas marcas tradicionais, mas também ultrapassá-las.

“Podemos encarar problemas durante a temporada, falhas de confiabilidade, mas o que vai contar mais para mim é a reação da equipe: olhar embaixo de cada pedra, aprender com os problemas e mostrar capacidade de progredir. Se formos capazes de progredir corrida a corrida, não há dúvida de que, com os meios que temos e o comprometimento da marca Audi, podemos ser tão fortes quanto os outros — se não melhores”, finalizou Binotto.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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