Apesar do segundo lugar no GP de Singapura do último fim de semana e de ter tirado alguns pontos de Oscar Piastri e Lando Norris, Max Verstappen listou alguns problemas que teve com a Red Bull durante a corrida. O tetracampeão disse que largar com pneus macios foi arriscado demais e admitiu que teve muita dificuldade com as trocas de marcha, que acabaram dificultando a prova em Marina Bay.
Verstappen brigou pela pole-position na classificação em Singapura, mas foi atrapalhado por Norris nas últimas curvas e teve de se contentar com o segundo lugar no grid. A Red Bull novamente optou por iniciar a corrida com pneus macios no #1 — uma estratégia que virou rotina em 2025 — para tentar assumir a ponta logo na largada, porém, não funcionou.
Por ser o único dos pilotos do pelotão da frente utilizando compostos macios, Max logo sofreu com o desgaste dos pneus, o que comprometeu a estratégia. Com isso, George Russell abriu uma diferença confortável e partiu rumo à vitória sem ser ameaçado, enquanto que o tetracampeão precisou se defender dos ataques de Lando, que vinha mais rápido.
“Arriscamos ao optar pelos pneus macios”, disse Verstappen à emissora neerlandesa Viaplay. “O problema foi que a parte interna tinha pouquíssima aderência na largada, então tentamos forçar algo com o composto macio”, seguiu.

“A estratégia não funcionou, e então tivemos de sobreviver no primeiro stint para manter os pneus intactos. Também precisamos mudar para os compostos duros um pouco mais cedo, mas o maior problema estava em outras coisas”, reconheceu.
“Tivemos muita dificuldade com as mudanças de marcha. O carro também estava muito instável na traseira. Nada disso facilitou as coisas durante a corrida”, admitiu.
Singapura não foi a primeira vez que Verstappen reclamou nesta temporada sobre problemas com a mudança de marchas do RB21, sendo uma das reclamações mais comuns neste ano. Em um circuito onde são feitas mais de 5 mil trocas de marcha durante a corrida, isso tornou o GP uma questão de “sobrevivência” para o neerlandês.
“O carro ficava desequilibrado sempre que reduzia a marcha. Tive de ajustar bastante o equilíbrio. Em termos de balanço, ele saía de traseira”, explicou o piloto da Red Bull.

Isso é muito difícil de controlar e, por causa disso, travei os pneus algumas vezes. Foi mais uma questão de sobrevivência e tentar manter o segundo lugar”, destacou.
Ter de lidar com os problemas de mudança de marcha foi uma surpresa para Verstappen, que ficou desapontado por não poder lutar pela vitória. No entanto, ele admitiu que a Red Bull fez alterações no carro durante o fim de semana que afetaram negativamente o desempenho do RB21, sem ter em conta os problemas citados anteriormente.
Questionado se os problemas foram uma surpresa, Max respondeu: “Surpreso, claro, com a mudança de marchas. Não conseguimos fazer a simulação de corrida nas sessões de treinos livres, ninguém conseguiu, aliás”, ressaltou.
“Mas durante o fim de semana tivemos de fazer alguns ajustes no carro. Acho que isso ainda teve um impacto negativo na corrida”, encerrou o tetracampeão.

A Fórmula 1 retorna de 17 a 19 de outubro em Austin, palco do GP dos Estados Unidos.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2