Max Verstappen cobrou maior participação do governo dos Países Baixos no desenvolvimento do automobilismo nacional e afirmou que o futuro da modalidade no país depende de investimentos estruturais, sobretudo em um momento marcado pela saída de Zandvoort do calendário da Fórmula 1 e pela falta de novos talentos para suceder a atual geração.
Em entrevista ao site neerlandês Formule1.nl, Verstappen afirmou que não tem condições de resolver sozinho os problemas enfrentados pelo automobilismo local. O piloto comparou o cenário ao da Alemanha e defendeu uma atuação mais efetiva do governo neerlandês no incentivo ao esporte.
“Isso não está nas minhas mãos. A popularidade depende principalmente dos talentos que estão surgindo, e espero que alguém desse grupo jovem chegue à F1, porque é isso que gera o maior impacto. O acaso sempre desempenha um papel. Basta olhar para a Alemanha no passado”, afirmou.
Na avaliação do piloto da Red Bull, o poder público precisa encontrar um equilíbrio entre as políticas ambientais e o apoio ao automobilismo, sobretudo em um país com forte tradição na indústria automotiva.

“Espero que o governo também assuma a sua parte. O apoio é importante em certos momentos. Todos viram o que o automobilismo pode proporcionar. Basta olhar para a Alemanha. Claro que é importante manter o foco na preservação ambiental, mas, ao mesmo tempo, o país é a casa de grandes montadoras. É uma questão de equilíbrio. Felizmente, ainda acontecem grandes corridas por lá, como as 24 Horas de Nürburgring, mas até esse tipo de evento já é difícil de organizar”, ressaltou.
Verstappen também ressaltou que o desenvolvimento do automobilismo exige investimentos muito maiores do que outras modalidades, citando a Espanha como exemplo de um país que incentiva pilotos e circuitos de forma consistente.
“É difícil criar uma estrutura. O automobilismo não é como o futebol. É muito mais fácil preparar um pequeno campo de grama do que construir um autódromo. O dinheiro, obviamente, desempenha um papel fundamental. Na Espanha, por exemplo, vemos como isso pode ser feito, com o apoio dado aos pilotos e aos autódromos. Eles têm mais espaço e oportunidades, mas também existe muito mais atenção e prioridade para o esporte. Vemos isso também em muitos esportes olímpicos”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
▶️F1: confira o calendário completo de 2026
▶️Inscreva-se nos canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV