Max Verstappen reconheceu que as reuniões envolvendo Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Fórmula 1 e equipes até podem melhorar alguns aspectos do novo regulamento, mas deixou claro que não vão resolver o problema fundamental. O tetracampeão mundial também voltou a falar sobre uma possível aposentadoria e defendeu o retorno dos motores V8 ou V10.
O grande ponto de discussão das regras de 2026 tem sido a parte elétrica das unidades de potência, que agora possui uma influência de aproximadamente 50%. No entanto, a bateria não suporta uma volta inteira com o pé cravado e, para recuperar energia, os pilotos perdem velocidade em diferentes trechos da pista, o que proporciona algumas ultrapassagens, mas também coloca em risco a segurança — como foi o caso do acidente de Oliver Bearman no GP do Japão.
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Com muitas conversas programadas para esse mês de abril, as partes envolvidas pretendem chegar a um consenso, ainda que as notícias mais recentes não sejam tão positivas assim. Isso porque, de acordo com o portal italiano AutoRacer, há um impasse entre a FIA, favorável à redução da potência máxima do MGU-K, e o Liberty Media, grupo responsável pela F1, que teme pelo lado comercial.
CEO da categoria, Stefano Domenicali preferiu ver o copo meio cheio ao declarar que as discussões estão “no caminho certo”. Um dos mais vocais nas críticas, Verstappen também optou pelo otimismo, embora tenha frisado que somente alguns ajustes não serão suficientes para eliminar totalmente os problemas, já que, de acordo com ele, “há algo de errado” com o regulamento.
“Já é um avanço estarmos conversando [com a cúpula da F1 e a FIA]. O problema é que até dá para ajustar um pouco esse regulamento, mas, no fundo, há algo de errado. Nem todo mundo vai admitir isso publicamente, mas é a realidade”, disse o titular da Red Bull em entrevista ao streaming sueco Viaplay, durante um evento em Amsterdã.

“Estou apenas tentando contribuir com ajustes. Mesmo que eu pare daqui a alguns anos, quero que o esporte continue sendo digno”, acrescentou o neerlandês, que então respondeu brevemente qual seria o melhor caminho para a F1 nos próximos anos. “Alguma coisa precisa mudar. Eu optaria pelo retorno dos motores V10 ou V8”, concluiu.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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