Após alguns meses de testes, a McLaren confirmou que vai utilizar a própria versão da asa Macarena a partir do GP da Itália. O dispositivo recebeu o nome de “H wing” (asa H, em tradução livre), em homenagem ao patrocinador que fica localizado na parte de trás do carro. Tanto Lando Norris quanto Oscar Piastri vão receber a atualização em Monza.

A asa giratória apareceu pela primeira vez no carro da Ferrari, ainda durante os testes coletivos no Bahrein, e foi adotada posteriormente pela Red Bull. O projeto virou alvo de estudos por parte das rivais porque a inversão do flap diminui o arrasto, melhora a eficiência aerodinâmica e facilita o trabalho da unidade de potência nas retas, fator importante principalmente em um regulamento com participação relevante da parte elétrica.

A McLaren vinha trabalhando em uma própria versão da asa Macarena há meses e chegou a levar um protótipo para o GP da Áustria, mas não chegou a testá-lo durante os treinos livres. Os primeiros testes ocorreram no fim de semana da etapa da Hungria. Na ocasião, Andrea Stella, chefe da equipe papaia, explicou que era preciso garantir o pleno funcionamento do dispositivo — além da segurança —, antes de começar a usá-lo em definitivo.

Como Monza é um circuito de alta velocidade, o GP da Itália marca o momento ideal para a estreia da nova asa traseira, que tem como objetivo reduzir o arrasto nas retas. Neil Houldey, diretor-técnico do time de Woking, acredita que o dispositivo e outras pequenas atualizações aerodinâmicas vão deixar o MCL40 ainda mais competitivo na 13ª etapa da Fórmula 1 2026.

Asa Macarena de McLaren, Ferrari e Red Bull durante o TL2 do GP da Hungria. Equipe papaia vai adotar o dispositivo em definitivo a partir do GP da Itália (Vídeo: Reprodução/F1TV)

“Neste fim de semana, trouxemos o que acreditamos ser necessário para sermos competitivos, incluindo uma nova especificação de asa traseira de baixo arrasto — com a estreia da nossa asa H —, além de algumas pequenas opções aerodinâmicas e de baixo downforce que avaliaremos antes de decidir a configuração final para a classificação”, detalhou o diretor-técnico da McLaren.

Houldey também destacou o potencial do carro da temporada 2026 e ressaltou que há outras melhorias programadas para as próximas etapas.

“No geral, sabemos que ainda há mais desempenho a ser explorado no MCL40, tanto maximizando o pacote que já temos quanto por meio de atualizações adicionais planejadas para as próximas corridas”, completou.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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