A segunda vitória seguida de Lando Norris na Fórmula 1 2026 levantou inevitável questão: afinal, a McLaren terá fôlego para virar o jogo sobre a Mercedes nas 11 etapas que restam? Andrea Stella tem adotado muita cautelar ao falar sobre o assunto, mas admitiu que Monza, palco do GP da Itália daqui a duas semanas, é o lugar que vai trazer essa resposta.

A análise do chefe da McLaren é baseada nas características bem distintas que o circuito italiano apresenta quando comparado a Hungaroring e Zandvoort. Enquanto as vitórias de Norris foram em pistas seletivas e que não exigem muito do motor, Monza é a mais veloz de todo o calendário, feito basicamente de retas e curvas de alta velocidade.

“Se considerarmos as características exigidas por Zandvoort e pela Hungria e as compararmos com as de Monza, entramos em um cenário completamente diferente. Se conseguirmos confirmar nosso progresso também lá, poderemos encarar o restante da temporada com certo otimismo“, disse Stella aos jornalistas presentes nos Países baixos.

Até o ano passado, o carro papaia era o mais versátil de todos por se adaptar bem a qualquer tipo de traçado, mas esse atributo se perdeu na mudança de regulamento. As retas agora são um problema, mas as atualizações recentes melhoraram muito a eficiência aerodinâmica do conjunto.

Andrea Stella admitiu que Monza pode deixar a McLaren em posição interessante em 2026 (Foto: McLaren)

“Precisamos verificar se conseguimos ter um bom desempenho em longas retas. Sabemos que o arrasto aerodinâmico não é, necessariamente, um dos pontos fortes do nosso carro. Há também muitas frenagens fortes — outra área que não é, necessariamente, um dos nossos pontos fortes”, continuou o líder da McLaren.

“Até agora, podemos dizer que, quando corremos em circuitos de alto downforce com esse tipo de traçado, conseguimos brigar pela vitória”, finalizou.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.