Apesar do bom resultado conquistado no GP de Mônaco do último fim de semana, com o segundo lugar, Oscar Piastri passou por apuros ao longo da corrida pelo toque recebido por Carlos Sainz na largada. Espremido na Sainte Devote, o australiano teve o lado direito do carro levemente encostado pelo espanhol, o que causou danos no sidepod e em parte do assoalho, suficientes para causar uma perda de até 0s5 por volta. Segundo ele, a bandeira vermelha que surgiu logo depois foi vital para que a McLaren pudesse trabalhar no problema.

“Definitivamente senti um toque na curva 1, e aquela parte do carro é bem sensível”, disse Piastri. “A equipe me disse o quanto de downforce eu estava perdendo antes de tentarmos consertar, e era um número grande. Não sei o que conseguimos fazer, mas obviamente a duração da bandeira vermelha nos ajudou bastante”, admitiu.

“Por ser em Mônaco, é provavelmente um lugar em que ter alguns danos não te prejudica tanto”, pontuou. “Foi um toque muito pequeno. Mas, com esses carros, especialmente com o assoalho sendo tão sensível em relação ao downforce, pode arruinar sua corrida facilmente. Então, fiquei muito feliz que pudemos tentar consertar”, destacou Piastri.

Chefe da McLaren, Andrea Stella explicou o dano sofrido por Piastri e também se mostrou aliviado pela aparição da bandeira vermelha, motivada por um grande acidente entre Sergio Pérez, Kevin Magnussen e Nico Hülkenberg na Beau Rivage. Depois de todo o trabalho feito na paralisação, o dirigente acredita que o prejuízo foi cortado pela metade e acabou não influenciando no resultado final da corrida.

Mesmo com problemas, Piastri conquistou seu primeiro pódio do ano em Mônaco (Foto: Pirelli)

“Assim que a colisão aconteceu, vimos que Piastri perdeu 20 pontos de downforce. Em Mônaco, isso dá cerca de 0s5. Mas, graças à bandeira vermelha, pudemos fazer alguns reparos no assoalho. O lado direito do assoalho estava quebrado, então consertamos. Não conseguimos reparar totalmente, mas também trocamos o sidepod que estava quebrado”, relatou Stella.

“No total, o déficit foi de cerca de dez pontos [de downforce] ao longo da corrida, o que dá alguns décimos de segundo, talvez 0s25. Isso nos deixou mais nervosos sobre a chance de manter os pneus em uma boa condição, porque o carro estava um pouco danificado. Mas Oscar [Piastri] conseguiu fazer isso. No fim, o dano não influenciou no resultado”, finalizou.

A Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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Acidente na primeira volta causou ativação da bandeira vermelha (Vídeo: Reprodução/F1)