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McLaren fala em inovação e pede liberdade técnica sob teto de gastos na Fórmula 1
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McLaren fala em inovação e pede liberdade técnica sob teto de gastos na Fórmula 1

Zak Brown, CEO da McLaren, Na visão do dirigente, declarou que agora que as equipes já entendem como funciona o sistema financeiro, a categoria pode aprovar regulamentos técnicos mais permissivos

Luana Marino

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Introduzido na Fórmula 1 em 2021, o limite orçamentário tem sido um dos grandes desafios para as equipes ao longo da temporada, principalmente no que diz respeito a atualizações. Mesmo assim, o rigor do regulamento técnico também limita o trabalho de desenvolvimento do carro, algo que, na visão da McLaren, deveria ser revisto.

O argumento foi apresentado por Zak Brown, CEO do time de Woking. Na visão do dirigente, agora que as equipes já entendem como funciona o sistema financeiro, a categoria pode aprovar regulamentos técnicos mais permissivos.

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Em 2009, a Brawn dominou a F1 graças ao difusor duplo (Foto: Getty Images)

“Se há um teto de gastos, é preciso que haja mais liberdade técnica dentro desse teto. Veríamos mais inovações e riscos, e os carros seriam ainda mais diferentes”, disse Brown, citando, em seguida, o exemplo da Brawn GP, equipe que assombrou ao dominar a temporada de 2009 com o seu difusor duplo.

Na ocasião, aliás, a F1 passou por uma grande mudança de regulamento, eliminando boa parte dos aparatos aerodinâmicos do carro. Foi quando Ross Brawn, que havia adquirido o espólio da Honda ao final de 2008, entendeu as regras de um jeito diferente dos demais.

“Com o teto, você tem duas diretrizes: tudo tem de ser desse jeito e você não pode gastar mais do que o determinado. Então pare de gastar e faça o que quiser. Acho que isso traria mais inovação, e todos aprenderiam mais uns com os outros”, acrescentou.

“Foi o que aconteceu quando a Brawn fez o difusor duplo [em 2009], eles tiveram grande vantagem. No final do ano, porém, estava equilibrado, então acho que poderíamos fazer assim. Esse é o lado fascinante do esporte”, completou Brown.

Para 2023, o valor que as equipes poderão gastar durante o Mundial terá mais uma redução: de US$ 140 milhões (R$ 734 milhões) para US$ 135 milhões (R$ 708 milhões), mais os reajustes. “Um estresse”, na opinião do americano, mas Zak destacou que a McLaren se preocupou em estudar bem o sistema para não ter problemas futuros.

“É estressante, porque você quer chegar o mais perto possível do limite [orçamentário]. Se você sofre um acidente, ou algo dá errado, pode acabar, mas fizemos uma simulação [em 2020]. Nosso diretor financeiro teve a chance de tirar dúvidas, e assim fez. Federico [Lodi, chefe de regulamentação financeira da F1] e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fizeram um excelente trabalho. Houve clareza e abriram espaço para tirarmos dúvidas”, finalizou.