Toto Wolff criticou a insinuação de que a Mercedes forneceu o design do carro de 2019 para ser copiado pela Racing Point. O dirigente prometeu defender firmemente a equipe contra essa teoria “sem sentido”.

No início do mês, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou o aceite das alegações da Renault contra a legalidade dos dutos de freio do TP20 da Racing Point, carro que foi apelidado de ‘Mercedes rosa’ por conta da semelhança com o W10. A equipe de Lawrence Stroll foi considerada culpada por ilegalidades no processo de design e foi punida, já que a entidade máxima entende que equipe inglesa violou as regras.

Assim, a Racing Point perdeu 15 pontos no Mundial de Construtores e foi multada em cerca de € 400 mil (cerca de R$ 2,5 milhões).

Toto Wolff é chefe de equipe da Mercedes desde 2014 (Foto: Mercedes)

A equipe, porém, alega que fez engenharia reversa, usando uma foto do W10 no design do bólido deste ano, o que está dentro do regulamento.

A McLaren, porém, contesta a alegação. Na visão de Zak Brown, a punição imposta pela FIA prova a falha dessa defesa e, portanto, todo o design do RP20 deveria ser questionado.

Ferrari e Red Bull, por sua vez, também levantaram dúvidas sobre o envolvimento da Mercedes. Christian Horner garantiu que a escuderia de Brackley “será questionada” sobre o caso, afinal, “se a equipe em questão é culpada de receber [designs], com certeza o time que forneceu também descumpriu o regulamento”.

Wolff, porém, assegurou que vai defender a Mercedes e considerou que é errado sugerir que a Racing Point tenha ido além de uma fotografia na hora de copiar o design do carro da Mercedes.

“Copiar o carro com algo mais do que uma fotografia é algo que saberíamos”, disse Wolff. “É por isso que, dá minha perspectiva, é completamente sem sentido perseguir esse argumento”, avaliou.

“Vou defender nossa marca firmemente se alguém seguir por esse caminho”, assegurou.

Questionado se via as insinuações dos rivais como uma resposta ao domínio da Mercedes na Fórmula 1, Wolff respondeu: “Não acho que esteja relacionado ao fato de sermos líderes. Acho que a Fórmula 1 sempre foi uma competição na pista e dentro dela”.

“Da mesma forma como corremos uns contra os outros no domingo ou num sábado, nós também jogamos o jogo político, que é importante, e sempre foi assim”, ponderou. “O caso da Racing Point é uma oportunidade para os competidores diretos talvez nos pressionarem duro e esse sempre foi o caso”, seguiu.

“Temos uma posição clara na situação da Racing Point e, nesse sentido, isso realmente não nos incomoda, e não deveria nos incomodar, porque a FIA fez esse esclarecimento”, frisou. “Esse cutucão que está acontecendo é algo que é aceitável”, comentou.