A Mercedes chega à segunda metade da temporada 2026 da Fórmula 1 na liderança dos Mundiais de Pilotos — com Andrea Kimi Antonelli — e Construtores, mas não trata os títulos como consequência natural do desempenho apresentado até aqui. Apesar da vantagem construída ao longo das primeiras etapas, Simone Resta, diretor-técnico adjunto da equipe, ressaltou que ainda há muito trabalho pela frente e pediu concentração máxima em cada corrida.
A equipe alemã foi a principal referência do campeonato ao longo da primeira metade do ano. George Russell abriu a temporada com vitória na Austrália, enquanto Antonelli engatou uma sequência de cinco triunfos consecutivos, além de vencer na Bélgica antes da pausa de verão. O domínio, porém, perdeu força nas últimas etapas, principalmente por problemas técnicos que custaram pontos importantes.
Com Ferrari e McLaren mais próximas, a Mercedes sabe que a segunda metade do campeonato será diferente. Por isso, Resta evitou qualquer discurso de favoritismo e destacou que a evolução apresentada em relação aos últimos anos não significa que o trabalho esteja concluído.
“Passamos por algumas temporadas difíceis. No ano passado, demos um passo importante e, neste ano, demos outro avanço significativo. Nada disso era garantido. Costumo olhar para o lado positivo das coisas, e há muito para comemorar”, afirmou Resta.
“Ao mesmo tempo, estamos apenas na metade da temporada e ainda há muito a conquistar. O foco tem de continuar sendo uma corrida por vez. Não podemos nos distrair com os pontos do campeonato ou conversas mais amplas sobre o cenário”, disse.
Resta apontou três frentes como prioridades para a Mercedes no restante do campeonato: confiabilidade, evolução de desempenho e capacidade de extrair o máximo do carro em cada fim de semana. O dirigente também lembrou que o histórico mostra que o campeonato costuma assumir uma dinâmica diferente após as férias de verão.

“Precisamos simplesmente maximizar cada fim de semana, continuar melhorando a confiabilidade, levar desempenho ao carro e continuar extraindo tudo o que for possível do pacote. Ainda há um longo caminho pela frente”, ponderou.
“A história nos mostra que o campeonato sempre muda depois da pausa de verão. A pressão aumenta sobre as equipes que estão na liderança, mas também sobre aquelas que estão tentando diminuir a diferença. O ambiente fica mais intenso e cada resultado passa a ter mais peso”, explicou.
“É nesse momento que você realmente vê a força e a resiliência de uma organização. É quando as equipes demonstram se são capazes de lidar com pressão e continuar apresentando desempenho quando as apostas ficam maiores. Estou muito interessado em ver essa fase da temporada se desenrolar, porque geralmente é nesse período que os campeonatos são decididos”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.