A Mercedes explicou que a ordem de equipe no GP dos Países Baixos também trouxe benefícios para George Russell, embora Andrea Kimi Antonelli tenha terminado a corrida à frente. Segundo o diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin, caso houvesse uma disputa entre as Flechas de Prata, a dupla da Ferrari se aproximaria mais rapidamente, o que aumentaria as chances de George perder o pódio e cair para quinto em Zandvoort.

O safety-car virtual acionado na volta 55 por causa da quebra de Esteban Ocon permitiu que Lewis Hamilton, então terceiro colocado, fosse aos boxes para realizar a parada sem perder muito tempo. Charles Leclerc, que era quinto, logo atrás de Russell, também aproveitou o momento para trocar os compostos.

Em condições normais, Antonelli não teria de parar novamente. Porém, como estava perdendo rendimento, aproveitou a oportunidade para ir aos boxes mais uma vez, permitindo que Russell assumisse a segunda posição.

Quando a ação foi retomada na volta 58, Hamilton e Antonelli estavam próximos na disputa pelo terceiro lugar e reduziam rapidamente a diferença para Russell. Na volta 66, a Mercedes chamou Russell pelo rádio o pediu para abrir caminho para o italiano na curva 1.

A partir daí, Russell precisou se defender dos ataques de Hamilton, que tentou algumas vezes, mas não conseguiu concluir a manobra. De acordo com a Mercedes, Russell só manteve o terceiro lugar porque evitou uma disputa direta com Antonelli.

“O safety-car virtual foi acionado na volta 55, e ambas as Ferrari o aproveitaram para colocar pneus novos. Na volta 56, ainda tínhamos uma janela de oportunidade para colocar Kimi à frente das duas Ferrari, o que o colocou em uma ótima posição para terminar à frente delas”, disse Shovlin.

George Russell deixou Kimi Antonelli passar em Zandvoort(Foto: F1)

“Kimi saiu dos boxes atrás de George. Então invertemos os carros para economizar tempo de corrida para George. Kimi tinha aderência suficiente para ultrapassá-lo, mas se tivéssemos permitido que eles disputassem, George teria perdido tempo para as Ferrari e elas teriam mais tempo para atacar e ultrapassá-los”, finalizou o engenheiro da Mercedes.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.