A notícia de que Andrea Kimi Antonelli terá um motor inteiramente novo no GP da Itália deste fim de semana e que, por isso, será punido e vai largar do fundo do grid de largada, não é secreta. Pelo contrário, o próprio piloto anunciou antes mesmo da corrida mais recente, nos Países Baixos. Mesmo com essa oportunidade, a Mercedes decidiu não entregar a versão atualizada da unidade de força.

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A informação é do portal italiano AutoRacer. A Mercedes é uma das equipes que conta com o direito de mudar a homologação do motor de combustão interna segundo as regras do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, na sigla em inglês). A medição que permite a Mercedes a realizar essa segunda alteração graças ao ADUO terminou na Hungria, antes do recesso.

Mas a decisão foi utilizar um motor apenas com mudanças na parte da confiabilidade, sem modificações de desempenho. Por dois motivos: um deles, a avaliação que mais vale ter um motor bem resfriado e eficiente para uma pista como Monza; o outro, o teto orçamentário, uma vez que a Mercedes investiu bastante no desenvolvimento original do motor e na primeira janela do ADUO, após o GP do Canadá.

Por enquanto, então, nada de motor mais potente para a Mercedes. Sem tratar do assunto, o chefe de equipe Toto Wolff falou um pouco sobre a situação de Antonelli e as exigências de Monza, a pista tradicionalmente mais veloz em velocidade média do calendário.

“Kimi vai receber uma punição e largar do fim do grid. É uma pena para ele e para a torcida, que querem vê-lo lutar pela vitória em casa, mas nosso esporte não recompensa sentimentos. Quando você toma decisões que beneficiam a campanha do campeonato, às vezes tem de pagar um preço no curto prazo. O objetivo é recuperar o máximo de posições possível e pontuar o quanto der”, afirmou.

Kimi Antonelli é o líder da F1 2026 (Foto: Reuters)

“Trata-se de uma pista em que é difícil gerar energia. Com as regras atuais, isso cria problemas que precisam ser abordados cuidadosamente. Será um desafio interessante e deve render um fim de semana divertido”, continuou.

“O pelotão está muito mais apertado, ao ponto que várias equipes podem conquistar vitórias apenas com seus próprios méritos. O preço por cometer um erro é muito maior. Estamos em boa posição nos dois campeonatos, mas ninguém na equipe se ilude com relação à dificuldade das corridas que estão por vir”, finalizou.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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