Resumo

Lando Norris não escondeu a insatisfação com o comportamento da McLaren na temporada 2026 da Fórmula 1. Às vésperas do GP de São Paulo, classificou o MCL40 como um carro “horrível” de pilotar e reconheceu que o pacote de atualizações preparado para Interlagos não necessariamente resolverá os problemas de dirigibilidade. Pelo contrário: o campeão mundial de 2025 admitiu que as novidades podem até tornar o equipamento mais difícil de controlar.

CÂMARA ESTREIA EM INTERLAGOS, E BRASIL VOLTA A TER 2 PILOTOS NA F1 | TTGP

A McLaren desembarca no Brasil com mudanças na asa dianteira, na asa traseira e em componentes do assoalho. O objetivo é recuperar parte do desempenho perdido para Mercedes, Ferrari e Red Bull na segunda metade do campeonato, mas Norris explicou que o aumento da eficiência aerodinâmica não significa necessariamente um carro mais previsível para o piloto.

“São apenas para acrescentar desempenho”, afirmou Norris sobre as atualizações, em declarações reproduzidas à emissora inglesa de TV Sky Sports. “Não acho que vão tornar o carro mais fácil de pilotar. Talvez exista a possibilidade de deixá-lo mais difícil”, apontou.

O britânico destacou que sua função é identificar as limitações do carro e transmitir essas informações aos engenheiros, responsáveis por transformar as observações em ganhos de tempo de volta.

Norris admite dificuldades com McLaren durante toda temporada

Embora a McLaren tenha conquistado duas vitórias consecutivas com Norris na Hungria e nos Países Baixos, a equipe não conseguiu manter a evolução diante das principais adversárias.

O MCL40 recebeu atualizações importantes em Baku, em setembro, e novas peças em Austin, mas os resultados recentes indicam que a McLaren perdeu terreno na disputa direta com Mercedes, Ferrari e Red Bull.

“O carro tem sido horrível, difícil de pilotar durante toda a temporada. É só que as outras equipes trouxeram muito mais atualizações desde então e melhoraram muito mais do que nós. Nada além disso”, declarou.

Reconheceu, contudo, o trabalho realizado da equipe. Segundo ele, a McLaren começou a temporada entre 1s e 1s5 atrás das principais adversárias, mas conseguiu reduzir a diferença e vencer corridas. A recuperação, entretanto, perdeu força nos últimos meses.

Norris afirmou que a equipe fez um trabalho importante para superar as dificuldades iniciais, mas reconheceu que o desenvolvimento das rivais acabou sendo mais eficiente na parte final do campeonato.McLaren leva novidades a Interlagos pensando também em 2027

O pacote preparado para o GP de São Paulo tem importância que ultrapassa as últimas corridas de 2026.

A McLaren pretende utilizar as informações obtidas com as novas peças para orientar o desenvolvimento do carro da próxima temporada. O conceito da asa dianteira, em particular, deverá ser aproveitado na configuração inicial do modelo de 2027.

Peter Prodromou, diretor técnico de aerodinâmica da equipe, explicou que as mudanças fazem parte do ciclo normal de desenvolvimento e têm como objetivo reduzir a diferença para os adversários.

A intenção é melhorar o desempenho nas etapas restantes e, ao mesmo tempo, acumular informações que permitam iniciar 2027 em condições mais competitivas.

O desafio é significativo. Nas quatro classificações anteriores ao GP de São Paulo, a McLaren apresentou, em média, o quarto carro mais rápido, ficando 0s511 atrás da pole-position e 0s236 distante da terceira força do grid.

A equipe também perdeu terreno para a Red Bull na disputa pelo terceiro lugar do Mundial de Construtores. Depois do México, a diferença entre as duas era de 17 pontos.

Norris vê sacrifício de 2026 como consequência de título anterior

Apesar das críticas ao comportamento do carro, rejeitou a ideia de que a temporada de 2026 represente um fracasso da McLaren. Explicou ainda que a equipe precisou manter recursos concentrados no desenvolvimento do carro de 2025 para conquistar os títulos de Pilotos e Construtores, enquanto parte das adversárias pôde antecipar a preparação para o novo regulamento técnico.

Para Norris, a decisão teve consequências em 2026, mas foi um sacrifício justificável diante das conquistas anteriores. Também apontou a condição de cliente da Mercedes como uma dificuldade adicional no início da nova geração de unidades de potência. Segundo ele, as fabricantes que desenvolvem seus próprios motores tiveram vantagens na adaptação às regras.

A McLaren conseguiu reagir durante a primeira metade do campeonato, mas não sustentou o mesmo ritmo de evolução das principais rivais.

Em Interlagos, o objetivo será verificar se o novo pacote consegue reduzir essa diferença sem ampliar os problemas de dirigibilidade que acompanharam Norris durante o ano.McLaren tenta reagir no GP de São Paulo

O guia do GP de São Paulo de 2026 reúne os horários, a transmissão e a programação completa.

A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.

F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique

DIAATIVIDADEBRASIL*PORTUGALCABO VERDEANGOLAMOÇAMBIQUE
6/11Treino livre 112:3015:3014:3016:3017:30
6/11Treino livre 216:0019:0018:0020:0021:00
7/11Treino livre 311:3012:3013:3015:3016:30
7/11Classificação15:0018:0017:0019:0020:00
8/11Corrida14:0017:0016:0018:0019:00

*Horários de Brasília