Oliver Bearman foi mais um dos tantos pilotos que deixaram o GP da Bélgica do último domingo (19) bem insatisfeitos com o comportamento da nova unidade de potência da Fórmula 1 no rápido circuito de Spa-Francorchamps. O titular da Haas ainda ligou o alerta para outras pistas do calendário, como Monza, sede do GP da Itália, programado para o início de setembro.
Em um traçado com longas retas, principalmente nos setores 1 e 3, os competidores tiveram dificuldades para recuperar energia ao longo da décima etapa da temporada 2026 e voltaram a sofrer enormemente com o famigerado super clipping. Oscar Piastri, por exemplo, desabafou e disse que o atual regulamento técnico tira o mérito das disputas, uma vez que os grids “são definidos por computadores”.
Em conversa com o portal neerlandês GPblog após o GP da Bélgica, Bearman também não mediu as palavras na hora de criticar a exagerada dependência energética. O britânico lembrou das dificuldades de efetuar ultrapassagens devido aos variados mapas de motor e reiterou que os pilotos seguem insatisfeitos com os novos carros, mas que simplesmente preferem não ficar reclamando o tempo todo.
“Foi exatamente como esperávamos. Nem melhor, nem pior. É complicado, sabe? Principalmente em relação às unidades de potência da Mercedes. Eles estavam fazendo a entrega de energia de uma forma bem diferente da nossa, e isso torna muito difícil se aproximar e ultrapassar. Até no caso do Alex [Albon], eu era consideravelmente mais rápido, mas simplesmente não conseguia ultrapassá-lo com facilidade porque eles têm muito mais potência disponível em determinados trechos da pista do que nós”, começou.
“É complicado. E aí, claro, você passa muito tempo em super clipping, muito tempo usando apenas o motor a combustão, o que significa que você tem menos potência do que um carro de Fórmula 2. E isso não é nada divertido. Mas essa é a realidade em que estamos. Nenhum de nós está feliz com o que está pilotando. Isso está muito claro. E isso nunca mudou”, acrescentou.
“Claro que a gente acaba se acostumando e aprende a lidar com isso, porque sabe que não vai mudar. Então não vamos ficar reclamando todo fim de semana. Mas pistas como Silverstone e Monza, essas vão ser horríveis pelos próximos anos, infelizmente”, encerrou Bearman.

Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00