A Pirelli terá de recorrer a informações de nove temporadas atrás para o retorno da Fórmula 1 à Malásia. Segundo Dario Marrafuschi, diretor de esporte a motor da fornecedora italiana de pneus, o cenário de 2017 tem similaridades ao de 2026, e por isso pode ser utilizado de base para a escolha dos compostos em Sepang nesta temporada. Pouco antes do anúncio oficial, realizado no último domingo (26), o dirigente afirmou que a situação “não é ideal, mas não assusta”.
Com a impossibilidade da realização do GP do Bahrein em Sakhir devido aos conflitos no Oriente Médio, a etapa foi realocada para o circuito de Sepang, entre os dias 2 e 4 de outubro. Como afirmou Marrafushi em entrevista publicada pela versão estadunidense do portal Motorsport, a variação do calendário é “muita dor de cabeça”, e por isso a Pirelli tem de ser flexível na hora de considerar os próximos cenários para a produção de pneus.
“Se me lembro bem, a última corrida na Malásia foi em 2017. Desde 2011 [quando a Pirelli assumiu o posto de fornecedora exclusiva de pneus da F1], fomos lá todos os anos, então temos um bom histórico. 2017 foi o primeiro ano com pneus maiores daquela época, comparados aos anteriores. Em termos de balanço entre tamanho de pneus e pacote de carro, era razoavelmente próximo do que temos hoje. Eu basearia nossa decisão nos resultados de 2017 e optaria por uma escolha alinhada com o que fizemos naquele ano, não em 2016, 2015 ou 2014”, declarou.
“Há muita dor de cabeça a respeito disso [a volatilidade do calendário]. Consideramos todos os cenários, mas sempre somos flexíveis. Para acomodar as necessidades, talvez escolhamos ter múltiplas produções. Depois, talvez usar a produção reserva para a corrida seguinte. Sempre construímos cenários flexíveis, isso é a chave neste ambiente maluco”, acrescentou.

Por fim, o dirigente assumiu que o cenário foge do ideal, uma vez que a F1 não esteve presente no circuito desde 2018, portanto, não existem dados mais recentes de como os pneus da categoria se comportam no traçado. Ainda assim, existem referências a partir das quais a Pirelli poderá escolher os compostos mais adequados para a etapa, por isso a situação “não é uma preocupação”.
“Podemos basear nossa resposta no teste de Barcelona, seria similar ao teste de Barcelona. Então é algo que já vimos. Lógico, não é o ideal, mas é seguro de qualquer forma, não assusta. Não estamos preocupados com isso”, completou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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