A Fórmula 1 confirmou na manhã deste domingo (26) a manutenção do GP do Bahrein no calendário de 2026, porém a pista que receberá a etapa será Sepang, na Malásia. O país foi escolhido para integrar a temporada após a intensificação dos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que inviabilizaram a realização dos GPs em Jedá, na Arábia Saudita, e em Shakir, no Bahrein, além de colocar em dúvida as corridas no Catar e em Abu Dhabi.
A bizarrice tem explicação: o governo do Bahrein é quem está financiando a etapa, com a companhia aérea principal do país patrocinando a corrida. Oficialmente, portanto, a corrida se chamará Gulf Air GP do Bahrein na Malásia.
“Estamos muito felizes em confirmar que a Malásia receberá o GP do Bahrein em 2026. Mais uma vez, o esporte demonstrou a capacidade de se adaptar, encontrar soluções e entregar resultados, criando um momento empolgante para todos que acompanham a Fórmula 1” , disse o CEO da categoria, Stefano Domenicali.
“Gostaria de expressar os sinceros agradecimentos ao Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein, ao Príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa e ao Sultão Ibrahim, rei da Malásia, assim como aos respectivos governos, por tornarem esse desfecho extraordinário possível por meio de sua visão, compromisso e ação decisiva”, acrescentou, estendendo os agradecimentos ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, “pela parceria e colaboração ao longo de todo o processo”.
“O mais importante é que esta é uma notícia fantástica para os fãs. Eles continuarão desfrutando de um calendário completo e empolgante da Fórmula 1, além de verem a categoria retornar a um grande circuito. A Malásia é um país incrível, e Sepang ocupa um lugar especial na história. Será um palco espetacular para as corridas e proporcionará uma experiência inesquecível tanto para os fãs presentes no circuito quanto para aqueles que acompanharão o evento ao redor do mundo”, completou.

Ben Sulayem citou o “trabalho incansável” de todos os envolvidos em priorizar “a segurança e o bem-estar das equipes, voluntários, oficiais, colegas e fãs” na decisão.
“Estou orgulhoso da colaboração que permitirá à Malásia sediar o GP do Bahrein de 2026 no icônico circuito de Sepang. Ao longo de todo este processo, a FIA, a Formula One Management e os nossos parceiros no Bahrein trabalharam incansavelmente para explorar todas as opções, tendo como prioridade máxima a segurança e o bem-estar das equipes, dos voluntários, dos oficiais, dos nossos colegas e dos fãs”, disse Sulayem.
“A Malásia sempre ocupou um lugar importante na história da Fórmula 1, e o retorno do Mundial a Sepang é prova da nossa estreita relação com a Associação de Automobilismo da Malásia, do compromisso contínuo do Governo da Malásia e da força da cooperação internacional no nosso esporte”, continuou.
De volta ao calendário após quase uma década, a corrida na Malásia foi incluída entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, formando uma tripleta, e será disputada entre 2 e 4 de outubro. Sepang recebeu a Fórmula 1 de 1999 a 2017 e sempre foi bem avaliado por pilotos e equipes. No entanto, as elevadas taxas exigidas para sediar a prova fizeram com que a etapa deixasse o calendário.
Inicialmente, a Fórmula 1 considerou encaixar a etapa ainda em Sakhir entre as etapas do Azerbaijão e de Singapura, caso fosse alcançado um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Os países estão em guerra desde fevereiro deste ano, e os conflitos também afetam nações do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Bahrein, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, onde fica Abu Dhabi.
Diante desse cenário, a Fórmula 1 buscou alternativas para evitar que o calendário, inicialmente previsto com 24 corridas, fosse reduzido para apenas 20 etapas. Com a confirmação da prova em Sepang, o campeonato passa a contar com 21 provas. Além disso, a categoria também estuda a possibilidade de Ímola substituir Abu Dhabi como palco da etapa final da temporada.
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