Spa-Francorchamps sempre foi conhecido por ser um circuito desafiador na Fórmula 1, muito por causa do compromisso aerodinâmico que as equipes precisam encontrar para ter bom desempenho tanto nas longas retas quanto nas curvas de alta velocidade, o que faz com que qualquer mudança no acerto se torne mais sensível. Em 2026, no entanto, há um fator que promete aumentar o grau de dificuldade: o gerenciamento de energia dos novos carros da categoria.
Com a chegada do regulamento atual, as unidades de potência passaram a contar com uma divisão igualitária entre parte elétrica e motor a combustão. Como resultado, os pilotos se queixaram da necessidade de realizar manobras contraintuitivas para recarregar a bateria — como o lift and coast, por exemplo — e também da queda abrupta de velocidade no meio das retas. Até mesmo a segurança virou pauta recorrente, principalmente depois do acidente de Oliver Bearman no Japão, com Andrea Stella, chefe da McLaren, voltando a levantar a questão para o GP da Bélgica deste fim de semana.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) então decidiu realizar alguns pequenos ajustes a partir do GP de Miami, mas nada que tivesse um impacto realmente significativo nas disputas roda a roda. No início de junho, porém, a entidade que regula o esporte a motor chegou a um acordo com montadoras e equipes para alterar a nova proporção das unidades de potência da F1, aumentando gradualmente a potência do motor a combustão até 2028 e ficando mais próximo daquilo que é considerado o ideal por todas as partes envolvidas.
Mas até que isso aconteça, os competidores precisarão lidar com o cenário atual. E se as preocupações já eram grandes no GP da Inglaterra, realizado há pouco mais de dez dias, prometem ser ainda maiores em Spa-Francorchamps. Com longas retas, nas quais o MGU-K é usado por bastante tempo; poucas zonas de frenagem, o que reduz as oportunidade de regenerar a bateria; e trechos de aceleração total por vários segundos, que consomem rapidamente a energia disponível, o circuito belga é um desafio à parte.
Por esses motivos, muitas equipes acreditam que o palco da décima etapa da temporada 2026 vai mostrar quem realmente interpretou melhor o regulamento. Porque não basta apenas ter um motor potente, uma vez que os times terão de entender bem quando recuperar, quando gastar e onde distribuir a energia elétrica ao longo de um traçado com mais de 7 km de extensão — aproximadamente 16% mais longo do que o de Silverstone (5,891 km).
Importante destacar um detalhe: o fim de semana na Inglaterra contou com o formato sprint, o que permitiu que as escuderias aprendessem uma com as outras em relação às estratégias de gerenciamento da carga disponível — até por isso a prova curta contou com um início muito mais caótico. Com todos já sabendo como otimizar a bateria, a corrida principal aconteceu de forma mais, digamos, convencial. Em Spa, porém, elas não terão essa mesma oportunidade.

A FIA divulgou que o GP da Bélgica terá cinco zonas de ativação do Modo Reta, incluindo uma na aproximação da famosa sequência Eau Rouge/Raidillon. Apenas o GP da Austrália, que abriu o certame, apresentou o mesmo número de oportunidades para os pilotos abrirem tanto a asa traseira quanto a dianteira, com o intuito de reduzir o arrasto e ajudar também na conservação de energia.
As dúvidas agora são inevitáveis: será que a Mercedes vai tirar proveito da unidade de potência mais eficiente para voltar a vencer com Andrea Kimi Antonelli ou George Russell? E a Ferrari, que surpreendeu na Inglaterra, conseguirá fazer frente aos prateados mais uma vez? Red Bull e McLaren, que agora conta com motores novos para Lando Norris e Oscar Piastri, serão meras coadjuvantes?
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 17 a 19 de julho, com o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Spa com o repórter Leonid Kliuev.
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GP da Bélgica de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00
*Horário de Brasília