Embora tenha cravado anteriormente que os motores V8 vão retornar à Fórmula 1 na temporada 2030, Mohammed Ben Sulayem admitiu que ainda não há um acordo entre equipes, montadoras e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que isso de fato aconteça. O dirigente, no entanto, deixou claro que espera que o próximo regulamento técnico seja aprovado “nos próximos meses”.
Há poucos dias, durante o evento que confirmou Ruanda como palco do GP da África, o presidente da entidade que rege o esporte a motor aproveitou a oportunidade para afirmar que a categoria terá novas unidades de potência daqui a quatro anos. As especificações do propulsor ainda não foram divulgadas, mas acredita-se que seja um V8 turbo com sistema híbrido simplificado, com a potência elétrica ficando em aproximadamente 100 kW, muito menos do que os 350 kW atuais.
Mesmo que a posição da FIA em relação ao assunto esteja bastante clara, as equipes e as fabricantes de motores não se manifestaram acerca dessa mudança para 2030. Por isso, em conversa com o portal inglês PlanetF1, Ben Sulayem foi questionado se já existe algum acordo.
“Não, ainda não, mas haverá. Espero que haja um acordo, porque, caso contrário, não teremos um V8. Talvez um V16, se eles não aceitarem um V8. E eles sabem disso”, começou o presidente da federação, que então deixou as brincadeiras de lado e adotou um tom mais sério na sequência. “As consultas foram extensas. Os documentos estão com as equipes, que estão analisando o material. Os chefes de equipe, os fabricantes de unidades de potência e até um piloto foram consultados”, seguiu.
“Quando você simplifica o projeto e reduz o custo pela metade, os gastos com pesquisa e desenvolvimento não caem necessariamente na mesma proporção. Mas, por ser mais simples, o motor também leva menos tempo para ser produzido. Também há a questão dos materiais… O bloco do motor é pensado para garantir a confiabilidade. A partir daí, você passa a buscar mais potência, e é nesse ponto que precisa estabelecer limites”, explicou.
“Afinal, limitar a potência significa fiscalizar o uso de determinados materiais, para garantir que ninguém os utilize. Alguns materiais podem ser extremamente caros quando você tenta extrair aqueles últimos cavalos de potência. E, com isso, o som também estará de volta”, garantiu.

“Além disso, teremos um carro muito leve, mas é preciso ter bastante cuidado com o quanto podemos reduzir o peso. Um carro mais leve também pode se tornar um problema para as equipes, porque algumas terão de gastar mais para chegar a esse objetivo. Temos um teto orçamentário que precisa ser respeitado, então não basta simplesmente reduzir o peso cada vez mais. É preciso também diminuir o tamanho do carro, é claro”, pontuou Ben Sulayem.
O regulamento técnico das unidades de potência de 2026 foi assinado em 2022, dando às fabricantes três anos para se prepararem da melhor forma. Com a expectativa de uma nova mudança em 2030, o presidente da FIA garantiu que as partes terão tempo o suficiente para desenvolver o projeto, visto que os motores V8 são muito mais simples do que os que são utilizados na F1 atualmente.
“Aquele motor é muito complexo. Tínhamos o MGU-H e depois passamos para o MGU-K. Há uma bateria enorme, e isso foi uma exigência das equipes e das fabricantes de unidades de potência. Quando digo que queremos algo mais simples, é porque será, de fato, mais simples. Você pode conversar com uma fabricante de motores, e ela vai dizer quanto tempo leva para construir um motor desse tipo”, declarou.
“Se esse conceito voltar, não será apenas uma aprovação dos dados técnicos. Também será preciso aprovar o tempo necessário para a construção. Elas saberão quanto tempo será preciso. E tenho muito orgulho da nossa equipe de monopostos e de todo o trabalho que ela realizou. Acredite, foi muito trabalho. Eles não vão apresentar às equipes algo que seja simplesmente inviável. É algo que elas conseguem fazer”, garantiu.

Por fim, ao ser perguntado sobre um prazo para que o retorno dos V8 seja oficializado, Ben Sulayem se mostrou confiante. “Espero que aconteça nos próximos meses. É claro que pressionamos as equipes e as fabricantes de unidades de potência para que nos deem uma resposta, e vamos aguardar o retorno delas”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 23 a 25 de outubro em Austin, com o GP dos Estados Unidos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026
O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 23/10 | Treino livre 1 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sexta, 23/10 | Treino livre 2 | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Sábado, 24/10 | Treino livre 3 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 24/10 | Classificação | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 25/10 | Corrida | 17h | 21h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.