O GP da França ficou marcado pelo acidente de Charles Leclerc enquanto liderava a prova em Paul Ricard. A batida acabou com a chance de mais uma disputa entre o monegasco e Max Verstappen. O holandês da Red Bull havia acabado de fazer sua parada nos boxes, quando o piloto da Ferrari bateu na volta 17 e, depois disso, rumou tranquilmanete para sua sétima vitória na temporada.
Ainda que Leclerc tenha conseguido segurar o holandês nas primeiras voltas, a Red Bull acredita que venceria o GP da França mesmo caso Charles tivesse se mantido na prova. Christian Horner, chefe dos taurinos, revelou que Verstappen já tinha vantagem suficiente e que Leclerc voltaria atrás do atual campeão quando fizesse seu pit-stop.
“O desgaste dos pneus estava melhor do que esperávamos na corrida, sendo honesto. Antes da prova, estávamos mais inclinados a fazer duas paradas e, conforme a corrida se desenvolveu, passamos a priorizar uma parada. Decidimos parar na volta 15, porque vimos um espaço para o Max e apertamos o gatilho. Com metade da volta, ele já tinha a posição na pista. Daquele ponto em diante, era só cuidar dos pneus, e aí na volta seguinte o Charles bateu”, explicou Horner.
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As duas equipes adotaram abordagens diferentes no acerto dos carros em Paul Ricard. A Red Bull levava vantagem nas retas, enquanto a Ferrari se sobressaía no último setor. Justamente por esse motivo, o chefe dos taurinos acredita que Verstappen não teria dificuldades para se defender de um possível ataque de Leclerc.
“Foi interessante, porque o Max conseguiu ficar muito perto do Charles por um longo período sem deixar os pneus estratosfericamente quentes. Como nós tínhamos observado no resto do fim de semana, nós éramos muito velozes no segundo setor, parecidos no primeiro e um pouco mais lentos no terceiro, que é basicamente a curva 11”, disse Christian.

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“Mas a corrida estava boa, ele estava acompanhando com o DRS. Infelizmente não conseguimos nos aproximar o suficiente na curva 6 para realmente capitalizar o DRS na reta. Então foi por isso que apostamos em garantir a posição na pista. Nós teríamos sido capazes de defender confortavelmente com a velocidade que tínhamos no segundo setor. Você pode ver que a diferença entre os dois times é muito pequena, com cada uma abordando formas diferentes de ser rápido aqui”, concluiu Horner.
Com o resultado, Verstappen abriu 63 pontos de vantagem no Mundial de Pilotos e a Red Bull abriu 82 pontos para a Ferrari no Mundial de Construtores. A Fórmula 1 retorna já no próximo domingo (31), para o GP da Hungria, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. A 13ª etapa do Mundial será a última antes da tradicional pausa do verão europeu.