A Alpine deixou de fabricar as próprias unidades de potência e passou a ser equipe cliente da Mercedes a partir da temporada 2026 da Fórmula 1, e a situação não deve mudar no futuro. Mesmo com as discussões sobre o retorno dos motores V8 ganhando cada vez mais evidência, o CEO do Grupo Renault, François Provost ressaltou que aprova a ideia, mas enfatizou que o time francês não vai voltar a produzir os próprios propulsores.
As ideias sobre o retorno dos motores V8 ganharam força novamente com as críticas sobre o novo regulamento da F1, que elevou a importância elétrica da unidade de potência e alterou o formato das corridas. Tanto o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, quanto o CEO da categoria, Stefano Domenicali, têm opiniões favoráveis sobre a volta dos propulsores.
Com a volta dos V8, os custos para as montadoras reduziriam significativamente. Apesar de aprovar o conceito, Provost ressaltou que não está nos planos da Renault voltar a ser uma fabricante na F1. Entre 2006 e 2013, o propulsor francês era referência na categoria.
“Apoio a mudança para os motores V8, mas não porque isso possa ser uma oportunidade para a Renault voltar como fabricante de motores. Essa não é a nossa estratégia”, declarou o CEO da montadora francesa ao portal The Race.

“Nunca podemos dizer ‘nunca’. Porém, minha única prioridade é a recuperação no curto prazo e a construção de uma base sólida a partir daí para definir uma visão para a equipe, uma nova ambição. Essa é minha única prioridade, não voltar com um motor”, enfatizou.
Por outro lado, o CEO do Grupo Renault também é a favor da elitrificação na categoria, já que a montadora lucra bastante com veículos elétricos e híbridos.
“Gostaria de manter uma parcela de eletrificação, porque todos os nossos clientes em todo o mundo querem eletrificação e, como Renault, somos líderes em veículos elétricos e híbridos completos”, destacou.
“Então, se pudermos manter uma parcela de carros elétricos, seria ótimo, mas, no geral, apoio a direção que a F1 e a FIA estão tomando”, finalizou.
A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.
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