A saída de Daniel Ricciardo da Fórmula 1 aconteceu de forma dramática e melancólica, com a Racing Bulls dispensando o australiano no meio da temporada 2024, depois do GP de Singapura, e promovendo a titularidade de Liam Lawson. Olhando em retrospectiva, o ex-piloto reconheceu que sofreu uma grande “humilhação” ao insistir tanto na própria carreira e esconder a frustração existente na última passagem pela equipe B da Red Bull.
Em entrevista ao podcast F1 Beyond The Grid, Ricciardo lembrou o quanto era exigente consigo mesmo e o preço alto que isso acabou cobrando uma vez que os resultados não estavam mais surgindo. Em 2023, foi contratado pela AlphaTauri para substituir o demitido Nyck de Vries e seguiu com a equipe até o GP de Singapura, quando acabou dispensado também.
Pelo mau desempenho, Ricciardo se sentiu humilhado ao longo deste período e disse que tentava mascarar essa sensação ao se mostrar como alguém que estava se divertindo. Na realidade, porém, “estava apenas tentando esconder o que realmente sentia lá no fundo”.
“Você começa a correr desde muito jovem e, ao longo dos anos, desenvolve uma certa implacabilidade, mas também consigo mesmo. Você pode ser muito duro consigo mesmo e exigir muito de si”, iniciou Ricciardo.
“Na minha visão, eu estava fracassando, não estava rendendo no nível em que precisava naquele momento ou não conseguia terminar a temporada. Então, vem uma sensação de humilhação, como se eu tivesse fracassado e não conseguisse mais fazer o que antes era capaz. Ao tentar lidar com os meses seguintes, entendi que estava apenas me escondendo da humilhação”, seguiu.
“As pessoas me viam em público. Eu estava me divertindo, tomando uma bebida ou algo assim, mas, na verdade, estava apenas tentando esconder o que realmente sentia lá no fundo, que era muita dor e tristeza. Sabe, eu já fui aquele garoto que sonhava, no mínimo, em disputar um título mundial e, obviamente, vencer corridas e tudo mais. Mas, naquele momento, era como se tudo isso tivesse acabado”, completou Ricciardo.

O ex-piloto também revelou que pensou em desistir muitas vezes ao longo da carreira, como no GP de Mônaco de 2022, quando ainda era piloto da McLaren e terminou a prova apenas na 13ª posição. No fim, sempre se motivava a seguir em frene ao ouvir os conselhos de pessoas próximas. Por isso, até se mostrou grato à Racing Bulls pela demissão em 2024, já que isso acabou garantindo a saída do grid da F1.
“O caminho de cada um será diferente. Olhando para trás e percebendo o quanto estou satisfeito por não estar mais naquela situação, o medo que eu tinha era: e se continuassem renovando meus contratos? Eu continuaria fazendo isso? Será que algum dia conseguiria parar? Sei que, em alguns momentos, eu queria parar. Posso dizer que, em Mônaco, em 2022, depois da corrida, eu estava sentado no meu apartamento conversando com a equipe e disse: ‘Não quero mais fazer isso. Chega'”, revelou.
“Tive essas conversas mais de uma vez ao longo dos anos. Silverstone, em 2015, foi outra ocasião. Claro, você passa por momentos difíceis e tudo mais, mas houve momentos em que eu só queria me afastar de tudo. Mas a verdade é: será que eu teria feito isso? Também acho que há pessoas ao redor que contam uma história muito convincente: você ainda consegue, ainda pode fazer isso. E acaba acreditando muito nessas vozes. Sei que não têm a intenção de fazer mal, mas você não tem muitas oportunidades de ouvir os próprios pensamentos”, comentou.
“Acho que isso provavelmente teria continuado, talvez eu ainda estivesse correndo, e essa também é uma perspectiva assustadora. Ainda não gosto da maneira como tudo terminou, mas uma parte de mim também é grata por terem tomado a decisão de me dispensar, porque eu não gostaria de continuar fazendo isso agora”, finalizou Ricciardo.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP da Cidade do México da F1 2026
O GP da Cidade do México acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 30/10 | TL1 | 15h30 | 18h30 | 19h30 | 17h30 | 20h30 |
| Sexta, 30/10 | TL2 | 19h | 22h | 23h | 21h | 0h |
| Sábado, 31/10 | TL3 | 14h30 | 17h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 31/10 | Classificação | 18h | 21h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 1º/11 | Corrida | 17h | 20h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.