Pérez minimiza resultados iniciais e projeta evolução na Cadillac: “Troféu é irrelevante”
Sérgio Pérez reconhece que Cadillac terá começo difícil na Fórmula 1 e que missão é "dar meu melhor em cada fim de semana" em 2026
Sérgio Pérez vai retornar à F1 em 2026 e terá um novo desafio na categoria: pela primeira vez, correrá por um time estreante. Por conta disso, o mexicano admite que terá de reajustar os objetivos e colocar às expectativas em torno do progresso da equipe, mais do que em cima do resultado final.
A Cadillac optou pela experiência no início de trajetória na Fórmula 1 ao escolher Pérez e Valtteri Bottas como dupla de pilotos para 2026, utilizando a vivência de muitos anos dos competidores para pavimentar os primeiros passos na categoria, enquanto sinaliza que prepara o futuro com Colton Herta, que será reserva enquanto corre na Fórmula 2 no próximo ano.
Enquanto o carro não vai para a pista, Pérez tem visitado as sedes de Charlotte, nos EUA, e Silverstone, na Inglaterra — a estrutura em Fishers, perto de Indianápolis, ainda está em construção. O mexicano admitiu que o começo na Fórmula 1 será complicado para a Cadillac.
“Sempre é importante iniciar de maneira adequada, mas, para mim, é irrelevante como começamos. O importante é onde terminamos e o progresso que podemos ter nos pontos-chave”, explicou Pérez à versão latino-americana do portal Motorsport.

“É importante reajustar meus objetivos do passado. Estou aqui para progredir junto com a equipe. Tenho certeza de que vamos começar em uma posição muito difícil. Mas, para mim, não se trata de onde começamos, e sim de quão rápido conseguimos progredir. Esse é o principal”, acrescentou.
Pérez pregou paciência com o projeto da Cadillac em 2026 e ressaltou, novamente, a importância de progredir com a equipe na Fórmula 1.
“Sei que os pilotos de corrida podem se desesperar. É muito fácil dizer isso, mas quando você está no grid durante 24 corridas e brigando na parte de trás, o desespero pode aparecer. Mas, para mim, o principal aqui é avançar junto com a equipe e aproveitar o caminho. Porque, neste ponto da minha carreira, um troféu a mais ou a menos é irrelevante”, comentou Pérez.
“Quero poder aproveitar o caminho, mas também dar o meu melhor em cada fim de semana. Se conseguir fazer isso durante 24 finais de semana, ficarei bastante feliz”, concluiu Pérez.
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