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Uralkali acusa Haas de descumprir acordo e cobra quase R$ 50 milhões e carro de 2021
F1

Uralkali acusa Haas de descumprir acordo e cobra quase R$ 50 milhões e carro de 2021

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (16), empresa russa afirmou que vai usar "todos os meios previstos em lei" para receber os valores devidos

Vicente Soella

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Toda a novela envolvendo as trocas de acusações e cobranças entre Haas e Uralkali ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (16). No mês passado, um tribunal de arbitragem da Suíça determinou que a equipe norte-americana devolvesse parte do valor pago pela patrocinadora, mas através de um comunicado, a empresa russa afirmou que o time comandado por Ayao Komatsu não obedeceu a ordem judicial.

Nikita Mazepin chegou à Haas em 2021 e, junto dele, levou o patrocínio máster da Uralkali, companhia que pertence a seu pai Dmitry e que atua no ramo de fertilizantes. Porém, depois que a Rússia invadiu a Ucrânia no início de 2022, a equipe de Fórmula 1 optou por desfazer a ligação com a antiga parceira e dispensou os trabalhos do piloto.

A fabricante de fertilizantes, então, exigiu “reembolso imediato dos valores recebidos” pela esquadra de propriedade de Gene Haas, embora a mesma afirmasse que não devia nada, já que a rescisão aconteceu por “justa causa”, uma vez que “não era possível seguir com o acordo de patrocínio sob tais circunstâncias”.

No entanto, em um comunicada divulgado nesta terça-feira, a Uralkali revelou que um painel de arbitragem suíço determinou que o time de F1 só poderia ficar com uma parte do valor de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 70,6 milhões na cotação atual) recebido como verba de patrocínio naquele ano, tendo de devolver o saldo que ultrapassasse a data de 4 de março de 2022, dia em que o acordo foi encerrado. Desta forma, o valor a ser restituído pela Haas seria de US$ 9 milhões.

Empresa pertence ao pai de Nikita Mazepin (Foto: Haas F1 Team)

Além do valor, a equipe também deveria dar aos russos um carro de F1 da temporada 2021, mas a companhia deixou claro que o acordo não foi cumprido. “Infelizmente, nem o dinheiro foi pago (mais juros e despesas) e nem o carro foi entregue no prazo estabelecido”, declarou a Uralkali, que ainda disse que “uma carta enviada para a Haas no início de julho, oferecendo opções para a entrega do carro, ficou sem resposta”.

“A falha da Haas em executar as transferências exigidas é uma violação flagrante da decisão do tribunal, conforme determinado em um processo de arbitragem assinado por ambas as partes. Isso dá um novo significado à expressão ‘conduta antidesportiva’. A Uralkali usará todos os meios previstos em lei para fazer cumprir a sentença. Que todos os patrocinadores atuais e potenciais da Haas estejam cientes do tipo de tratamento que podem esperar”, encerrou a ex-patrocinadora.

Após a Rússia invadir a Ucrânia, inúmeras equipes em diferentes esportes romperam laços com empresas que apoiaram a guerra. A Fórmula 1, inclusive, retirou o GP da Rússia de seu calendário e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) proibiu os pilotos de correrem com a bandeira do país governado por Vladimir Putin.

Fórmula 1 volta às pistas no Hungaroring neste final de semana para o GP da Hungria, entre os dias 19 e 21 de julho.

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