Max Verstappen confirmou que teve conversas com Mercedes em 2025 e com a McLaren neste ano, antes de estender o contrato com a Red Bull até a temporada 2030 da Fórmula 1. O tetracampeão ressaltou que não sente a necessidade de provar que pode vencer em outro carro e enfatizou que sentiu que ficar na equipe austríaca era a escolha certa.

A Red Bull viveu um momento de incerteza quanto à permanência de Verstappen para 2027. Embora as partes tivessem um acordo válido até o fim da temporada 2028, existiam cláusulas de desempenho que poderiam ser ativadas, o que permitiria ao tetracampeão deixar a equipe sem maiores problemas. Além disso, a chegada do novo regulamento em 2026 trouxe algumas incertezas para a equipe baseada em Milton Keynes.

Além de ter criticado diversas vezes aspectos do novo regulamento, como a necessidade de gerenciar as baterias, Verstappen mostrou grande apreço pelo endurance nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a equipe austríaca desenvolveu um carro pouco competitivo que não permite o tetracampeão brigar pelo título.

Por isso, a permanência do neerlandês no time se tornou uma incógnita — o nome de Max foi fortemente vinculado à McLaren neste ano, além de ter sido ligado à Mercedes em 2025. No entanto, decidiu permanecer na Red Bull e estendeu o vínculo até 2030. Em entrevista à emissora britânica BBC, o piloto do #3 confirmou que teve conversas sérias com as Flechas de Prata e com a equipe papaia.

Verstappen teve conversas sérias com a McLaren neste ano, mas renovou com a Red Bull até 2030 (Foto: Reprodução)

“Com certeza, qualquer tipo de conversa é levada a sério. São todas muito respeitosas. Não há nada de errado nisso“, afirmou Verstappen, antes de destacar que seguir na Red Bull era a decisão correta para a carreira.

“Senti que ficar era a escolha certa. É preciso seguir o coração. Eu poderia ter fugido logo no início da minha carreira na Red Bull e ido para outro lugar tentar vencer. Se você tiver um pouco de paciência, acaba vencendo. Sinto que essa é a minha abordagem agora também”, salientou.

“Também não me importo com o desafio. Não tenho esse desejo nem essa necessidade de provar, em outro carro, que sou capaz de vencer, ou algo do tipo“, enfatizou.

O tetracampeão apontou que seria muito fácil se transferir para outra equipe com o intuito de voltar a vencer na F1. Em vez disso, o desafio de reconstruir a Red Bull foi mais instigante.

“É fácil ir para o carro mais rápido e depois fazer tudo de novo. Mas não é assim que sou. Você não pode ser o capitão do navio e, assim que algo dá errado, pular fora. Houve uma pequena queda [da Red Bull] em relação aos anos de domínio, mas não me importo de reconstruir tudo. É mais um desafio”, concluiu.

A F1 retorna neste fim de semana, entre os dias 11 e 13 de setembro, com o GP da Espanha na nova pista urbana de Madri. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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