FÓRMULA 1 2022: VERSTAPPEN E LECLERC GANHAM INTRUSO EM BAKU? | Paddock GP #290

Ano, carros e regulamento novos. Nada disso foi suficiente para uma melhora de desempenho de Nicholas Latifi em 2022. É verdade que o FW44 também deixa a desejar, mas as dificuldades do canadense são ainda mais notadas pelo recém-chegado Alex Albon, que já pontou duas vezes na temporada.

Segundo o chefe de engenharia da Williams, Dave Robson, o maior empecilho para Latifi está exatamente no carro. “Acho que ele ainda está com um pouco de confiança e apenas ajustando a configuração dos pneus circuito a circuito para dar a confiança que ele precisa”, disse ele, em Mônaco. “Acho foi uma pena [a classificação de Mônaco]. Se ele tivesse tirado um pouco mais do TL3, acho que o Q1 teria sido muito melhor”, acrescentou.

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Nicholas Latifi em Mônaco (Foto: Williams)

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“No final do Q1, ele estava um pouco frustrado porque na verdade ele provavelmente tinha muita confiança no carro, mas simplesmente não conseguiu acertar a dianteira”, seguiu.

Na classificação, em Monte Carlo, o piloto ficou em 19º. Na corrida, terminou em 15º lugar. Robson aponta também que, além do ajuste certo dos pneus, o acerto aerodinâmico é algo que tem quebrado a cabeça de Nicholas — o que o próprio #6 comentou depois.

“Acho que na classificação, ele simplesmente não teve confiança suficiente para obter asa dianteira e, consequentemente, o equilíbrio aerodinâmico no carro”, encerrou Robson.

“Acho que há alguns problemas de equilíbrio que gostaríamos de melhorar, que são inerentes ao carro. Mas acho que ir para Barcelona destacou apenas a falta de downforce que temos em comparação com outros carros”, comentou Nicholas.

“É uma pista onde você normalmente coloca tudo o que tem em termos de carga. E estávamos perdendo muito nas curvas de alta velocidade, com base nos dados. Acho que nos deu algumas boas direções para a fábrica e para o desenvolvimento a longo prazo do carro”, finalizou.

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