Rafael Câmara assinou contrato para se tornar piloto da Haas na temporada 2027, mas viu a oportunidade de disputar um fim de semana como titular na Fórmula 1 chegar mais cedo do que o esperado e foi escolhido pela equipe para o GP de São Paulo. E, de acordo com as informações obtidas pelo GRANDE PRÊMIO, o compromisso com a categoria principal do esporte a motor não afeta a campanha do brasileiro na Fórmula 2, em que é o líder restando duas etapas para o fim.
Durante o GP da Cidade do México, Ocon teve problemas internos, discutiu com membros da Haas e foi vetado do fim de semana após participar do TL2. Ryō Hirakawa, que participou do TL1 como novato, assumiu o posto de titular no TL3, na classificação e na corrida.

Para o GP de São Paulo, no entanto, a situação é diferente. A Haas confirmou as expectativas e anunciou que o francês não volta mais. Na sequência, Câmara foi anunciado como titular para a disputa em Interlagos. A F1 ainda tem outras três corridas previstas após Interlagos: Las Vegas, Catar e Abu Dhabi. As duas últimas, também contam com rodadas da F2, o que inviabiliza uma jornada dupla por parte do brasileiro.
No anúncio feito na última terça-feira (3), a Haas confirmou a titularidade de Câmara apenas no Brasil. Em meio às indefinições sobre a sequência da disputa, dois cenários surgiram: o primeiro coloca o brasileiro como titular na F1 até o fim de 2026, com Freddie Slater, que assinou com a Invicta para a temporada 2027 da F2, como substituto no Catar e em Abu Dhabi, caso a categoria consiga realizar as etapas do Oriente Médio.
O segundo cenário, inicialmente veiculado pelo GE.com e posteriormente confirmado pelo GRANDE PRÊMIO, é de que Rafael também corre pela Haas em Las Vegas, mas volta ao posto na Invicta a partir do Catar para tentar conquistar o título da F2. Jack Doohan e Hirakawa, que são os reservas da equipe americana na F1, surgem como candidatos a cumprir as duas últimas etapas do calendário.
A disputa pelo título da F2
Câmara assumiu a liderança do campeonato durante o fim de semana no Azerbaijão e agora tem 207 pontos, sete a mais que Nikola Tsolov, que aparece em segundo. Alex Dunne, terceiro colocado, também está na briga e tem 189 tentos, 18 a menos que o brasileiro. Com 78 pontos em jogo, Dino Beganovic (137) e Noel León (133) também possuem chances matemáticas.
Para ser campeão, Câmara precisa administrar a diferença para os rivais e pode se dar ao luxo de ver Tsolov descontar, no máximo, três pontos por fim de semana. Caso o número suba para sete e eles fiquem empatados, o búlgaro leva a melhor por ter mais vitórias.

Dunne, por sua vez, precisa tirar pelo menos 9,5 pontos de Rafael por fim de semana, totalizando 19 pontos nas duas etapas. Afinal, se descontar apenas 18 pontos, fica empatado com o brasileiro em pontos, mas possui menos vitórias.
O sonho chega ao fim para León caso Câmara marque quatro pontos, enquanto Beganovic sai da disputa se o brasileiro registrar oito.
A Fórmula 2 planeja voltar às pistas entre 27 e 29 de novembro, com a etapa no Catar. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da temporada.