Joshua Dürksen teve um fim de semana irretocável durante a passagem da Fórmula 2 pela Itália e realizou um feito poucas vezes visto na categoria. Ao vencer as duas corridas do fim de semana, o paraguaio entrou para o seleto grupo de pilotos, agora com cinco integrantes, que varreram a programação e triunfaram tanto no sábado quanto no domingo.
Desde que passou a se chamar Fórmula 2, em 2017, pilotos talentosos e hoje consolidados na F1, como Charles Leclerc, Lando Norris e George Russell, passaram pela principal categoria de base, mas nunca dominaram um fim de semana por completo. O primeiro a fazer isso foi Felipe Drugovich, em 2022.

Naquele ano, Drugovich estava na terceira temporada na categoria. Depois de vencer a corrida 2 na Arábia Saudita, o brasileiro voltou a dominar na Espanha, onde teve uma atuação estelar e levou as duas corridas mesmo largando do meio do pelotão. Felipe sagrou-se campeão naquele ano com cinco vitórias e 265 pontos, 101 a mais que o vice-campeão Théo Pourchaire.
O feito voltou a se repetir em 2023, com Oliver Bearman. Estreando na categoria pela Prema, o britânico fez a pole na classificação no Azerbaijão e triunfou tanto na corrida sprint, após largar em décimo, quanto a principal. Oliver voltou a vencer em outras duas oportunidades naquele ano, mas ficou longe da briga pelo título e fechou a campanha apenas em sexto, com 130 pontos, 73 a menos que o campeão Pourchaire.
Em 2024, Zane Maloney era visto como um dos favoritos ao título antes de o campeonato começar e, quando a disputa teve início no Bahrein, as expectativas ficaram ainda mais elevadas. Afinal, o barbadiano começou apavorando em Sakhir e venceu as duas provas mesmo sem ter largado da pole-position. Zane, no entanto, não voltou a triunfar naquele ano e abandonou o campeonato após a penúltima rodada no Catar para focar no início do trabalho na Fórmula E. Ainda assim, terminou o ano em quarto, com 74,5 pontos a menos que o campeão Gabriel Bortoleto.
O feito não foi realizado por ninguém em 2025 e só voltou a acontecer neste ano, com Nikola Tsolov. O búlgaro, que atualmente lidera o campeonato com 11 pontos de vantagem sobre o vice-líder Rafael Câmara, foi apenas quinto na classificação em Silverstone e, largando do meio do pelotão nas duas disputas, triunfou nas duas corridas realizadas na Inglaterra. Nikola já acumula seis vitórias em 2026, mas ainda não voltou ao lugar mais alto do pódio após o feito em Silverstone.

Por fim, Dürksen foi o último a varrer um fim de semana da F2. O paraguaio aproveitou o domínio da Invicta em Monza e, depois de se classificar em segundo, atrás do companheiro Câmara, escalou o grid para vencer na sprint. Na corrida 2, travou um duelo contra Rafael, acertou na estratégia e voltou ao lugar mais alto do pódio. Joshua, no entanto, é apenas oitavo na classificação, com quatro vitórias e 78 pontos, 99 a menos que o líder Tsolov.
A Fórmula 2 retoma as atividades da temporada 2026 entre 11 e 13 de setembro, com a etapa em Madri. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da temporada.