Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO após o fim do eP de Berlim, Felipe Drugovich analisou o próprio desempenho na corrida 2 deste domingo (13) e comemorou os primeiros pontos conquistados na Fórmula E. Ao ser questionado sobre o futuro, o brasileiro desconversou e disse que “ainda é muito cedo” para qualquer definição, mas admitiu que existe a possibilidade de voltar a figurar na categoria elétrica a partir da próxima temporada.

É bem verdade que o dia não começou nada bem para o substituto de Nyck de Vries na Mahindra, que teve todas as voltas da fase de grupos da classificação deletadas por tirar proveito da tração nas quatro rodas, algo que só é permitido nos duelos. Desta forma, o paranaense amargou um 19º lugar no grid de largada, mas conseguiu reverter a situação para cruzar a linha de chegada em sétimo.

“Consegui um bom resultado depois de todos os problemas que a gente teve na semana. De novo, na classificação hoje de manhã, a gente teve um problema no carro, que tirou potência e aí classificamos atrás. Mas a gente conseguiu fazer o melhor possível, logicamente, faltando um pouco de experiência, coisas que aprendi hoje também. Então, tem bastante coisa para aprender, mas estou feliz com o resultado”, disse Drugovich ao GRANDE PRÊMIO.

Ainda sem futuro definido para 2026, já que o foco principal é conseguir uma das vagas que se abriram na Cadillac na Fórmula 1, o piloto de 25 anos reconheceu que a boa performance no Aeroporto de Tempelhof pode ser visto como um cartão de visitas, pelo fato de ter pontuado mesmo sem estar completamente adaptado ao carro e à competição.

Felipe Drugovich terminou o eP de Berlim 2 na sétima posição (Foto: Fórmula E)

“Principalmente esse carro e esse tipo de categoria, tenho muito para aprender ainda, é uma coisa completamente diferente. E logicamente, a gente levou um pouquinho de sorte no começo da corrida, com o Modo Ataque e o safety-car. Mas, ao mesmo tempo, consegui mostrar o que consigo fazer, mesmo estando zero adaptado e longe ainda do limite do carro. Então, estou feliz com o resultado e, com certeza, espero que o pessoal olhe com bons olhos isso”, continuou.

“Queria agradecer a todo mundo, e acho que não tem nem como agradecer todo o apoio que tive. A gente está numa fase difícil, mas começando a sair dela. Logicamente, estou fazendo poucas corridas por ano, mas, em todas elas, não trouxe o resultado que a gente queria para o Brasil, mas mesmo assim o pessoal continua apoiando. Então, isso é o mais importante para mim, fico muito feliz”, acrescentou o reserva da Aston Martin na F1.

Por fim, foi questionado sobre a possibilidade de retornar à Fórmula E para a edição 2025/26. “Ainda é muito cedo. Na verdade, não falei nada [com a equipe] sobre o ano que vem. Tive essa oportunidade aqui e falei: ‘vamos fazer, depois a gente vê’. E depois dos resultados, acredito que pode ter alguma coisa, mas, para te falar a verdade, ainda não tem nenhum contrato na mesa, então a gente tem de esperar um pouco”, concluiu.

Fórmula E, agora, parte para uma rápida pausa e volta a acelerar com a rodada dupla do eP de Londres, no Reino Unido, nos dias 26 e 27 de julho. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e no Kwai.