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Por que Fórmula E desistiu de planos para dobradinha com DTM na Alemanha
Fórmula E

Por que Fórmula E desistiu de planos para dobradinha com DTM na Alemanha

Estrutura limitada para exibir diferentes patrocinadores e traçado incompatível com carros Gen4 fizeram Fórmula E abortar ideia de correr em Norisring ao lado do DTM

Marcos Gil

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Após 12 anos correndo no Aeroporto de Templehof, em Berlim, a Fórmula E cogitou trocar o local por Norisring como casa na Alemanha, em evento realizado junto ao DTM. Porém, diferenças entre as necessidades técnicas e comerciais das duas categorias causaram a desistência da ideia.

Segundo informações do portal alemão Motorsport-Total, representantes da Fórmula E e da ADAC — órgão que organiza o DTM — chegaram a se reunir no fim de fevereiro para discutir a viabilidade do plano já para 2027. Inicialmente, a proposta envolvia a realização das duas categorias no mesmo fim de semana, mas o cenário foi rapidamente descartado por conta de conflitos comerciais.

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Os dois campeonatos possuem patrocinadores diferentes. Isso geraria um grande desafio logístico, já que o circuito montado nas ruas de Nuremberg possui estrutura limitada, com poucos espaços digitais para publicidade. Isso acarretaria em uma programação bastante picotada, já que haveria necessidade de trocar manualmente as exibições das marcas entre as sessões.

Diante da pouca viabilidade dos eventos ocorrerem simultaneamente, passou-se a considerar a realização em datas separadas. A Fórmula E correria no último fim de semana de junho, enquanto o DTM manteria o tradicional evento em julho. Ainda assim, as conversas não avançaram.

Impossibilidade de correr em Norisring faz Fórmula E reavaliar saída do Aeroporto de Templehof (Foto: Fórmula E)

O principal entrave surgiu após uma análise técnica do traçado por parte da Fórmula E. A categoria avaliou que os 2,162 km do Norisring seriam curtos demais para os carros da nova Gen4. A projeção indicava voltas na casa dos 40s, o que poderia gerar dificuldades operacionais com um grid que pode contar com até 24 carros, especialmente em termos de tráfego e dinâmica de corrida.

Diante disso, a direção da categoria elétrica chegou a propor alterações no circuito. Entre as ideias, estava a criação de um novo trecho após a saída dos boxes, levando os carros em direção à região do Frankenstadion antes de retornar ao traçado original. Outra alternativa previa modificar a área do hairpin Grundig, com uma extensão do percurso e reposicionamento da curva.

As mudanças, no entanto, elevariam significativamente os custos do evento e trariam impactos diretos ao DTM, incluindo a perda de arquibancadas e redução da capacidade de público. Esse fator, somado às limitações já existentes por reformas em estruturas do circuito, acabou inviabilizando o projeto conjunto.

O fracasso das negociações com o DTM fizeram a Fórmula E voltar às atenções para o Aeroporto de Templehof. Diretor e cofundador da categoria, Alberto Longo explicou que o local possui espaço para que sejam feitas adaptações ao traçado visando acomodar os novos modelos. Dessa forma, por mais que nenhuma renovação contratual tenha sido formalizada, Berlim caminha para manter o espaço no calendário na era Gen4.

Fórmula E está no meio de uma pausa antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Berlim, entre os dias 1º e 3 de maio. A capital alemã recebe a categoria elétrica no Aeroporto de Tempelhof e marca a metade da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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