Ausência de caos prejudica estratégia: como foi GP da Espanha de Bortoleto
Na expectativa por um safety-car ou bandeira vermelha neste domingo (13), Gabriel Bortoleto permaneceu longas 47 voltas com o mesmo jogo de pneus em Madri
Vicente Soella
Editor Sênior de Fórmula 1
Atualizado em
12 fotos
Gabriel Bortoleto passou a maior parte do GP da Espanha torcendo para que o caos viesse ajudá-lo, mas a etapa deste domingo (13) foi completamente monótona do início ao fimAudiIsso porque, ao largar com os pneus duros, o brasileiro planejava estender o stint o máximo possível para só ir aos boxes em caso de safety-car ou bandeira vermelha, que não vieramAudiO safety-car virtual acionado por Lance Stroll na volta 15 apareceu cedo demais e só favoreceu os pilotos que começaram com os compostos médios ou macios, que aproveitaram para trocar a borrachaAudiDesta forma, Bortoleto completou 47 voltas com o mesmo jogo de pneus. No fim, teve de se contentar mesmo com o 13º lugar na Espanha, atrás de Nico Hülkenberg, que terminou em décimo e somou mais 1 ponto para a AudiAudi"Quando deu o safety-car virtual logo na volta 15, todo mundo que largou de pneus duros já tinha entendido que a corrida havia acabado se não houvesse outro safety-car lá para frente ou uma bandeira vermelha. O safety-car veio na pior volta possível, porque todos que estavam de médios ou macios na nossa frente pararam, colocaram pneus duros e foram até o final", começouAudi"Tivemos de tentar ir quase até a última volta com os mesmos pneus, para caso desse a sorte de alguma bandeira acontecer ou outro safety-car, colocar macios. Mas, infelizmente, não funcionou hoje. Tive outras sortes este ano, hoje não foi o dia. Não deu certo para mim, nem para [Pierre] Gasly, por exemplo, que estava na mesma estratégia", acrescentouAudiPor fim, Bortoleto falou a respeito do Madring. Para o brasileiro, a experiência no novo circuito foi divertida, mas desafiadora. Por isso, comemorou o fato de que os dois carros da Audi concluíram a etapa sem maiores problemasAudi"É [um circuito] muito legal, bem divertido, bem desafiador, toda hora você está no limite, é fácil cometer um erro e bater. Fiquei feliz que neste final de semana conseguimos que os dois carros saíssem ilesos, isso foi importante", encerrouGabriel LópezAlém de Bortoleto, outros pilotos também adotaram a estratégia de permanecer na pista com os pneus duros durante o período de safety-car virtual, como foram os casos de Charles Leclerc, Liam Lawson, Oscar Piastri, Gasly e Yuki Tsunoda, por exemplo. Por isso, Allan McNish, diretor de corridas da equipe alemã, explicou por que essa era a coisa certa a se fazer naquele momentoAudi"A questão é que, se ele tivesse parado, teria terminado fora da zona de pontuação. Se houvesse um VSC naquele momento, como este é um dos maiores e mais longos pit-lanes e a perda de tempo durante uma volta em bandeira verde é grande, haveria, na verdade, um ganho maior com um VSC. Então, havia a possibilidade de alguma coisa acontecer, caso acontecesse", começouGabriel López/Grande Prêmio"Vimos Lewis Hamilton ter um problema logo no início da corrida. Vimos Stroll parar. Vimos o que aconteceu na F3 e na F2. E, para ser sincero, não dava para descartar nada aqui. Então, desse ponto de vista, estávamos apostando nessa possibilidade e esperando para ver o que aconteceria. Chegou um momento em que já não era mais vantajoso continuar, porque as perdas seriam grandes demais. Foi então que decidimos pará-lo e colocá-lo em uma estratégia mais segura para chegar ao fim da corrida", completou McNishAudiAgora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporadaGabriel López