A classe Hipercarro do Mundial de Endurance reservou fortes emoções para a temporada 2026 na disputa pelos títulos da categoria. Entre os principais destaques do ano, três marcas ganharam um protagonismo maior e travaram uma batalha tripla que pode chegar até a rodada final, em Monza, ainda indefinida.
A principal candidata tanto ao Mundial de Pilotos quando ao de Construtores é a Toyota, que viveu um ano de pesadelos na última temporada e se recompôs por uma reação em 2026. Com um carro modificado e bem mais eficiente em pista, a marca japonesa começou a campanha derrotando a favorita Ferrari em Ímola, no quintal de casa da rival, para abrir o campeonato na liderança.
Depois, voltou a vencer nas 24 Horas de Le Mans e em casa, nas 6 Horas de Fuji, para trilhar uma jornada de sucesso em 2026 e puxar uma dobradinha no Mundial de Pilotos, com Brendon Hartley, Ryō Hirakawa e Sébastien Buemi liderando a bordo do Toyota #8, com 89 pontos. O #7, de Kamui Kobayashi, Nyck de Vries e Mike COnway, vem logo atrás, com 79.
A Toyota, porém, tem sido acompanhada de perto pela BMW ao longo de toda a temporada 2026. A equipe alemã deu um salto de produtividade neste ano depois de trazer atualizações aerodinâmicas ao M Hybrid V8 e passou a pontuar com constância e brigar por pódios e vitórias quase todo fim de semana.
Depois de uma vitória inédita com o #20 na classe Hipercarro do WEC nas 6 Horas de Spa, a equipe de fábrica alemã ainda somou uma pole-position e um pódio nas 24 Horas de Le Mans, além de um novo triunfo na etapa seguinte, em São Paulo. No entanto, desde então, caiu de produção — possivelmente devido a um Balanço de Performance (BoP) mais rigoroso — e deixou de ocupar a liderança do Mundial de Pilotos.
Agora, a BMW está na vice-liderança entre os Construtores, com 146 pontos, e ocupa terceira, quarta, quinta e sexta posições na tabela dos Pilotos, com os titulares do #20 e #15 sendo separados devido a algumas ausências ao longo do ano. A dupla melhor posicionada é René Rast e Robin Frijns, com 75 tentos a bordo do #20.

Por fim, a Ferrari chegou a 2026 com a missão de defender o domínio que teve na temporada passada do WEC, mas vem sofrendo. Mesmo com uma boa atuação na abertura, em Ímola, a equipe não conseguiu vencer uma prova até a Lone Star Le Mans, quando aproveitou uma quebra do Toyota #7 nos minutos finais para herdar um triunfo improvável.
Mesmo longe de ser a mesma Ferrari de 2025, a equipe ainda somou alguns pódios e segue sem ter uma rodada zerada em 2026, mesmo que tenha somado um único tento na etapa passada, em Fuji. Desta forma, ocupa a terceira posição do Mundial de Construtores, com 115 pontos. Entre os Pilotos, Alessandro Pier Guidi, Antonio Giovinazzi e James Calado estão em sétimo, com 59 tentos. Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen se encontram mais atrás, em nono, com 54.
No Lado a Lado de hoje, o GRANDE PREMIUM compara as campanhas das três protagonistas da classe Hipercarro do WEC depois de seis rodadas já realizadas. Confira:
Toyota
Posição no Mundial de Construtores: 1º
Pontos: 169
Rodadas zeradas: 1 (6 Horas de São Paulo)
Posição no Mundial de Pilotos: 1º (Toyota #8) e 2º (Toyota #7)
Poles: 0
Pódios: 5
Vitórias: 3 (6 Horas de Ímola, 24 Horas de Le Mans e 6 Horas de Fuji)
BMW
Posição no Mundial de Construtores: 2º
Pontos: 146
Rodadas zeradas: 0
Posição no Mundial de Pilotos: 3º (René Rast e Robin Frijns, do BMW #20), 4º (Kevin Magnussen e Raffaele Marciello, do BMW #15), 5º (Sheldon van der Linde, BMW #20) e 6º (Dries Vanthoor, BMW #15)
Poles: 1 (24 Horas de Le Mans)
Pódios: 5
Vitórias: 2 (6 Horas de Spa e 6 Horas de São Paulo)
Ferrari
Posição no Mundial de Construtores: 3º
Pontos: 115
Rodadas zeradas: 0
Posição no Mundial de Pilotos: 7º (Ferrari #51) e 9º (Ferrari #50)
Poles: 2 (6 Horas de Ímola e Lone Star Le Mans)
Pódios: 4
Vitórias: 1 (Lone Star Le Mans)