Após sete corridas na F1, uma em 2024 e seis em 2025, Jack Doohan foi demitido pela Alpine. Para o lugar do australiano, a equipe francesa já confirmou Franco Colapinto, que desde o início do ano levantava debates sobre quando assumiria o carro. Aproveitando a ocasião, o GRANDE PREMIUM relembra abaixo dez outros pilotos que tiveram vida curta na categoria no século XXI, entre titulares e substitutos.

Além dos competidores e das equipes, você confere os resultados de cada um em todas as corridas que fizeram na F1 enquanto permaneceram no grid. A lista vai de piloto banido por questões de segurança a outras histórias inimagináveis hoje em dia, como estrear na categoria máxima do automobilismo antes de passar pela Fórmula 2. Não perca!

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Yuji Ide fez apenas quatro corridas na F1 (Foto: Reprodução)

Yuji Ide

GPs disputados: 4 (2006)
Equipe: Super Aguri
Pontos: 0
Participações: Bahrein (abandono), Malásia (abandono), Austrália (13º) e San Marino (Abandono)

Yuji Ide estreou após sólida carreira no Japão, mas perdeu a superlicença após uma série de erros vistos como perigosos pela FIA. A gota d’água foi o acidente que capotou Christijan Albers em Ímola. Após a passagem relâmpago pela F1, voltou ao automobilismo japonês.

Nicolas Kiesa

GPs disputados: 5 (2003)
Equipe: Minardi
Pontos: 0
Participações: Alemanha (12º), Hungria (13º), Itália (12º), EUA (11º) e Japão (16º)

Nicolas Kiesa foi contratado em 2003 pela Minardi para suprir a saída de Robert Doornbos. No fim, porém, a falta de apoio financeiro limitou a carreira na F1 a apenas cinco etapas. Ainda foi piloto reserva da Jordan em 2005, mas depois fez a transição para o endurance.

Nyck de Vries

GPs disputados: 11 (1 em 2022 e 10 em 2023)
Equipes: Williams e AlphaTauri
Pontos: 2
Participações: Itália (9º), Bahrein (14º), Arábia Saudita (14º), Austrália (15º), Azerbaijão (abandono), Miami (18º), Mônaco (12º), Espanha (14º), Canadá (18º), Áustria (17º) e Inglaterra (17º)

Campeão da Fórmula E, Nyck de Vries estreou na F1 substituindo Alexander Albon, com apendicite, pela Williams no GP da Itália de 2022. O nono lugar impressionou, e a AlphaTauri decidiu contratá-lo para 2023. O neerlandês não conseguiu bom desempenho e acabou substituído por Daniel Ricciardo. Hoje, está de volta à categoria elétrica como piloto da Mahindra.

Nyck De Vries foi demitido da AlphaTauri pela Red Bull (Foto: Red Bull Content Pool)

Karun Chandhok

GPs disputados: 11 (10 em 2010 e 1 em 2011)
Equipes: HRT e Lotus
Pontos: 0
Participações: Bahrein (abandono), Austrália (14º), Malásia (15º), China (17º), Espanha (abandono), Mônaco (abandono), Turquia (abandono), Canadá (18º), Europa (18º), Inglaterra (19º) e Alemanha (20º)

Karun Chandhok estreou pela HRT em 2010. Com desempenhos fracos, porém, foi substituído por Sakon Yamamoto com apenas dez GPs disputados. Na ocasião, foi convidado pela BBC para cobrir o GP da Alemanha e iniciou carreira como analista. Ainda voltou a fazer mais uma corrida pela Lotus no ano seguinte, mas nunca mais voltou como piloto. Competiu no endurance e na Fórmula E antes de se aposentar e focar na televisão.

Patrick Friesacher

GPs disputados: 11 (2005)
Equipe: Minardi
Pontos: 3
Participações: Austrália (17º), Malásia (abandono), Bahrein (12º), San Marino (abandono), Espanha (abandono), Mônaco (abandono), Europa (18º), Canadá (abandono), EUA (6º), França (abandono) e Inglaterra (19º)

Patrick Friesacher foi o primeiro piloto júnior da Red Bull, contratado em 1994, aos 14 anos. Deixou a marca em 2004 por se recusar a correr na Fórmula Nippon e assinou com a Minardi para integrar o grid da F1 em 2005. Após os patrocinadores não cumprirem acordos com a equipe, porém, acabou dispensado após 11 provas e nunca mais voltou. Hoje, atua como instrutor da equipe taurina.

Robert Doornbos

GPs disputados: 11 (8 em 2005 e 3 em 2006)
Equipes: Minardi e Red Bull
Pontos: 0
Participações: Alemanha (18º), Hungria (abandono), Turquia (13º), Itália (18º), Bélgica (13º), Brasil (abandono), Japão (14º), China (abandono), China (12º), Japão (13º) e Brasil (12º)

Robert Doornbos foi contratado pela Minardi no meio da temporada 2005, justamente para substituir Friesacher. Correu em oito GPs pela equipe e foi contratado como piloto reserva pela Red Bull para 2006. Na parte final do ano, disputou três corridas pelos taurinos no lugar de Christian Klien. Não foi mantido para 2007, porém, e voltou ao posto de suplente. A partir daí, não voltou a correr na F1 e encerrou a passagem com 11 provas. Correu em Indy, Superleague Formula e A1GP antes de se aposentar.

Robert Doornbos disputou apenas 11 GPs e teve vida curtíssima na F1 (Foto: Reprodução)

Rio Haryanto

GPs disputados: 12 (2016)
Equipe: Manor
Pontos: 0
Participações: Austrália (abandono), Bahrein (17º), China (21º), Rússia (abandono), Espanha (17º), Mônaco (15º), Canadá (19º), Europa (18º), Áustria (16º), Inglaterra (abandono), Hungria (21º) e Alemanha (20º)

Rio Haryanto é o único indonésio da história da F1, contratado pela Manor para a temporada 2016. Quando o patrocínio que recebia do Ministério da Juventude e Esporte da Indonésia foi cortado, no entanto, acabou substituído por Esteban Ocon.

Roberto Merhi

GPs disputados: 13 (2015)
Equipe: Marussia
Pontos: 0
Participações: Malásia (15º), China (16º), Bahrein (17º), Espanha (18º), Mônaco (16º), Canadá (abandono), Áustria (14º), Inglaterra (12º), Hungria (15º), Bélgica (15º), Itália (16º), Rússia (13º) e Abu Dhabi (19º)

Roberto Merhi tem a curiosa trajetória de correr na F1 antes da F2. Após se destacar na Fórmula Renault em 2014, foi contratado pela Manor Marussia para 2015. Não marcou nenhum ponto e foi substituído por Alexander Rossi. Ainda disputou mais duas provas, na Rússia e em Abu Dhabi, antes de encerrar a passagem na categoria com 13 corridas. Disputou algumas etapas na F2 antes de migrar para o endurance. Também correu na Fórmula E, pela Mahindra, antes de ir para a Super GT, no Japão.

Giorgio Pantano

GPs disputados: 14 (2004)
Equipe: Jordan
Pontos: 0
Participações: Austrália (14º), Malásia (13º), Bahrein (16º), San Marino (abandono), Espanha (abandono), Mônaco (abandono), Europa (13º), EUA (abandono), França (17º), Inglaterra (abandono), Alemanha (15º), Hungria (abandono), Bélgica (abandono) e Itália (abandono)

Giorgio Pantano se destacou na base no final dos anos 1990 e testou por Benetton, McLaren e Williams no início dos anos 2000. Quase correu pela Jaguar em 2004, mas foi preterido por Christian Klien. Recebeu oportunidade na Jordan, mas não marcou nenhum ponto e foi trocado por Timo Glock. Ainda fez algumas provas, mas foi dispensado de vez ao final do ano, com apenas 14 GPs na F1.

Ralph Firman

GPs disputados: 14 (2003)
Equipe: Jordan
Pontos: 1
Participações: Austrália (abandono), Malásia (10º), Brasil (abandono), San Marino (abandono), Espanha (8º), Áustria (11º), Mônaco (12º), Canadá (abandono), Europa (11º), França (15º), Inglaterra (13º), Alemanha (abandono), EUA (abandono) e Japão (14º)

Ralph Firman chegou à F1 em 2003, na Jordan, com vitória no GP de Macau e título da Fórmula Nippon no currículo. Apesar disso, teve dificuldades e pontuou apenas na Espanha, enquanto o companheiro Giancarlo Fisichella chegou até a vencer no Brasil. Se lesionou em uma batida no GP da Hungria e foi substituído por Zsolt Baumgartner. Voltou na última etapa do ano, mas acabou dispensado com apenas 14 GPs.

Ralph Firman pontuou uma vez em 14 corridas na F1 (Foto: Red Bull)