O mundo inteiro da Fórmula 1 sabia que a situação das baterias no GP da Bélgica do último fim de semana seria um gargalo. Como agir nas longas retas e curvas velozes de Spa-Francorchamps e o que faria maior diferença para o sucesso numa das pistas mais clássicas do mundo? Tudo isso estava em jogo. O que se viu foi uma prova opaca, sem grandes emoções e com artificialidade esquisita de ver. Não foi uma das boas provas do ano.
Andrea Kimi Antonelli venceu de novo. E não seria com grande dificuldade, o que aconteceu mais por puro impacto das circunstâncias. Charles Leclerc fazia boa prova, mas o timing do safety-car virtual foi o que permitiu um undercut improvável. Demorou um tempo, mas Antonelli fez valer na pista o que estava evidente desde os primeiros treinos: a vantagem ampla da Mercedes.
Já com o companheiro de equipe e maior rival pelo campeonato, George Russell, a situação foi diferente. Numa daquelas etapas em que começou mal desde o princípio e foi incapaz de recuperar, ficou longe da pole e largou mal. O acidente com Lewis Hamilton que rendeu abandono foi consequência. Piorou tudo quando Russell foi a público reclamar da situação da Mercedes e das falhas que teve com a bateria no fim de semana e na temporada. Para onde a Mercedes vai agora?
No mais, Gabriel Bortoleto voltou a pontuar com a Audi pela segunda corrida seguida e, desta feita, como melhor do resto. Nico Hülkenberg esteve no top-10 por boa parte da prova, mas, para ele, o timing do VSC não foi o bastante. Acabou mais uma vez zerado. Enfim, a F1 tem somente uma única prova restante antes do recesso.
Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Carvalho, João Pedro Nascimento, Luana Marino e Pedro Henrique Marum.
1º) Andrea Kimi Antonelli – 9.5 – Num dos fins de semana daqueles em que caminha sozinho em termos de ritmo dentro da Mercedes, enfrentou pouquíssima resistência. O desafio veio pelo undercut que sofreu de Leclerc, mas ainda tinha muita corrida pela frente e a Mercedes era bem superior. Estava claro que passaria e, quando finalmente tomou a liderança de volta, foi embora.
2º) Charles Leclerc – 8.5 – Fez uma bela corrida possível. Mais uma vez entendendo o carro melhor que Hamilton, colocando a Ferrari no mais alto grau com que era possível lutar. Com alguma sorte, tomou a liderança e conduziu a situação da melhor maneira até a inevitável ultrapassagem de Antonelli.
3º) Max Verstappen – 9.0 – Diferente de Leclerc, não levou a sorte do timing do VSC. Caso contrário, seria ele na dianteira por parte da prova e terminando, na pior das hipóteses, na segunda colocação. Mais uma vez, fez o que deu e voltou ao pódio.
4º) Lewis Hamilton – 6.5 – Toque na largada que rendeu punição, pit-stop atabalhoado e mais um dia atrás de Leclerc. Não foi uma corrida terrível de Hamilton, mas tampouco foi uma daqueles que lembrará no fim do ano.
5º) Oscar Piastri – 6.5 – Outro que se envolveu em toque na largada, mas com Leclerc, a quem culpou e afirmou ter sofrido perda de rendimento. O quinto lugar era o mínimo por conta do abandono de Russell e das punições a Hadjar e Norris. Piastri ali ficou sem esboçar nada diferente.
6º) Isack Hadjar – 8.5 – “Corrida mais completa que fiz”, afirmou ao fim da prova. Com estratégia totalmente própria, cheia de paradas, conseguiu sair da 21ª posição para a sexta sem aparentar somente a força do carro.
7º) Lando Norris – 8.0 – Mais um que precisou se recuperar, ainda que menos. Norris terminou dizendo que a McLaren tinha condições de vencer se tivesse participado da corrida de maneira mais natural. Não foi o caso, mas teve mais destaque que Piastri.
8º) Gabriel Bortoleto – 8.0 – Melhor do resto! Depois de tanto tempo sem marcar pontos, Bortoleto engrenou duas provas seguidas com a Audi no top-10, embora Hülkenberg ainda não tenha conseguido fazer o mesmo. Fazer as pazes com os pontos e acabar com os quases vale muita confiança.
9º) Arvid Lindblad – 7.5 – A Racing Bulls continua, em condições normais de temperatura e pressão, a melhor equipe do pelotão intermediário. Desta vez, Lindblad conseguiu algo que tem sido raro: separação do companheiro de equipe.
10º) Franco Colapinto – 7.0 – Talvez o lance de mais destaque de toda a prova tenha sido a ultrapassagem dupla de Colapinto, que mesmo assim sentiu muito o ajuste com pneus. Mas bateu Gasly e pontuou novamente com a Alpine.
11º) Pierre Gasly – 6.5 – As coisas não aconteceram para Gasly. Uma má largada, uma tentativa fracassada de undercut e a falta de ritmo puro para superar o companheiro de equipe jogaram contra. Numa prova em que a Alpine parecia atrás de Audi e Racing Bulls, ainda é relevante ter superado um rival de cada equipe, mas não foi o suficiente para pontuar.
12º) Liam Lawson – 6.0 – Apesar do carro ajeitado e boa largada, mas lamentou o fato de não ter conseguido melhorar o desempenho ao longo do fim de semana, ainda que o carro estivesse bom. Foi o fim duma sequência de cinco provas consecutivas nos pontos.
13º) Nico Hülkenberg – 5.5 – Largar atrás atrapalhou muito que deveria ter sido a primeira prova a terminar nos pontos. Infelizmente para ele, não foi assim que aconteceu. Bortoleto foi o melhor do resto, mas seu companheiro de equipe continua com zero ponto na temporada.
14º) Oliver Bearman – 5.5 – Saiu reclamando muito dos motores e dizendo que as corridas em Silverstone e Spa serão sofridas nos próximos anos. Apesar de se envolver num toque com o companheiro de equipe, relatou que estava com a quarta marcha presa. A Haas segue o suplício dos últimos tempos.
15º) Alexander Albon – 5.0 – Após começo razoável, perdeu força durante a prova e não conseguiu se aproximar do pelotão intermediário. É a história da Williams na temporada.
16º) Carlos Sainz – 5.0 – Numa trajetória parecida a de Albon, teve ainda fatores complicadores: uma punição que o empurrou para trás na largada e danos na asa logo na largada, após toque no meio do pelotão.
17º) Esteban Ocon – 4.0 – Como um piloto em crise técnica e de relação com a equipe e com o contrato chegando ao fim pode fazer de pior na F1? Provavelmente um acidente com o companheiro de equipe, o que aconteceu na Bélgica.
18º) Valtteri Bottas – 5.0 – Viveu mais um teste glorificado, mas chegou ao fim da corrida e sobrou em relação aos cada vez mais pútridos carros da Aston Martin.
19º) Fernando Alonso – 5.0 – Há grande expectativa para as tão faladas atualizações da Aston Martin na Hungria. Se não mudarem completamente a situação do carro na ordem de forças, é justo considerar a possibilidade de ser a última corrida do bicampeão na Fórmula 1.
20º) Lance Stroll – 3.5 – Além de tudo, ainda abandonou com problemas no câmbio.
21º) Sergio Pérez – 3.5 – Mais um que teve problemas, mas na suspensão traseira. Mesmo assim, o fim de semana era dos piores para Pérez, que desta vez não foi capaz de levar o carro para duelar com os de alguma outra rival.
22º) George Russell – 4.5 – Lento ao todo no fim de semana, durou apenas alguns segundos na prova por conta de toque com Hamilton na largada — pelo qual, aliás, inocentou o antigo par na Mercedes. O fato mais notável foi a primeira reclamação aberta com a equipe sobre possível favorecimento a Antonelli. O que vem daí?
GP da Bélgica – 5.5 – A Hungria oferecerá cenário totalmente diferente do que a F1 viveu na Inglaterra e na Bélgica, mas não dá para esquecer das situações das últimas duas corridas. Na pista, não marcou em nada, a bem da verdade; fora dela, tem de balizar discussões para os ajustes necessários ao conjunto atual de regras.
Melhor GP – GP do Canadá – 8.5
Pior GP – GP de Mônaco – 3.0
Média: 6.5
MÉDIA DA TEMPORADA:
1º) Andrea Kimi Antonelli – 8.4
2º) Lewis Hamilton – 7.6
3º) Pierre Gasly – 7.3
4º) Max Verstappen – 7.2
5º) Liam Lawson – 7.0
6º) Lando Norris – 7.0
7º) Arvid Lindblad – 6.8
8º) George Russell – 6.5
9º) Isack Hadjar – 6.5
10º) Charles Leclerc – 6.4
11º) Franco Colapinto – 6.4
12º) Gabriel Bortoleto – 6.4
13º) Oliver Bearman – 6.1
14º) Carlos Sainz – 5.9
14º) Fernando Alonso – 5.6
16º) Nico Hülkenberg – 5.6
17º) Oscar Piastri – 5.5
18º) Esteban Ocon – 5.3
19º) Alexander Albon – 5.0
20º) Sergio Pérez – 4.9
21º) Valtteri Bottas – 4.2
22º) Lance Stroll – 4.1
F1: confira o calendário completo de 2026
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GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00