O anúncio de Rafael Câmara pela Haas para a temporada 2027 foi a grande notícia do mundo da Fórmula 1 nos últimos dias. Com uma carreira repleta de destaques nas categorias de base, o pernambucano atualmente é o líder da Fórmula 2 e favorito a conquistar o título, o que o colocaria em uma lista seleta que conta apenas com Gabriel Bortoleto, Charles Leclerc, George Russell e Oscar Piastri até este momento.

Ou seja, é possível dizer que Câmara desembarca na principal competição do automobilismo em um momento de alta. Mas será que o mesmo aconteceu com os outros brasileiros que alcançaram uma vaga na F1 antes dele? É exatamente isso que o GRANDE PREMIUM analisa no 10+ desta terça-feira (20).

Rafael Câmara

Rafael Câmara conquistou vaga na Haas em 2027 (Foto: Haas)

Aos 21 anos de idade, Rafael Câmara foi anunciado pela Haas na última semana como substituto de Esteban Ocon a partir da temporada 2027. O currículo promissor do pernambucano nas categorias de base, com bons resultados na F4 Italiana e Alemã, por exemplo, além dos títulos da FRECA e da Fórmula 3, chamou a atenção de muitos no paddock da categoria principal. Da mesma forma, o membro da Academia Ferrari assumiu a liderança da Fórmula 2 na etapa do Azerbaijão e terá ainda de superar Nikola Tsolov e Alexander Dunne em Catar e Abu Dhabi para conquistar o troféu.

Os testes realizados com a Haas em Portimão, no fim de agosto, também foram cruciais para conquistar a vaga. Como o próprio Ayao Komatsu, chefe da equipe, destacou, o brasileiro foi mais rápido do que Leonardo Fornaroli, Jack Doohan e Ryō Hirakawa, outros candidatos na briga pela posição. Alguns rumores sugeriram que Rafael foi melhor até mesmo que Oliver Bearman, que serviu como referência para a atividade.

Gabriel Bortoleto

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Gabriel Bortoleto está na segunda temporada na F1 (Foto: Audi)

Com uma carreira na base menos brilhante do que a de Rafael Câmara até certo ponto, Gabriel Bortoleto passou a atrair olhares curiosos com as campanhas vencedoras na Fórmula 3 e na Fórmula 2, em 2023 e 2024, respectivamente. Ao garantir ambos os títulos logo no ano de estreia em cada categoria, entrou na lista seleta de pilotos que alcançaram tal feito, com Charles Leclerc, George Russell e Oscar Piastri sendo os outros nomes.

O paulista passou pelo programa de desenvolvimento de pilotos da McLaren e foi anunciado pela Sauber para a temporada 2025, último ano da equipe com a antiga identidade antes de se tornar Audi, marca com a qual segue competindo ao lado de Nico Hülkenberg.

Pietro Fittipaldi

Pietro Fittipaldi se juntou à Cadillac (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

Antes mesmo de ingressar na Haas como piloto de testes em 2019, Pietro Fittipaldi já possuía uma carreira bastante diversificada no automobilismo. Além do título da Fórmula V8 3.5 em 2017, competiu também na Indy no ano seguinte, assim como na Super Fórmula e Mundial de Endurance (WEC), onde, inclusive, envolveu-se em um grave acidente na etapa de Spa-Francorchamps, quebrando as duas pernas.

Na Fórmula 1, completou duas corridas apenas, os GPs do Sakhir e de Abu Dhabi em 2020 como substituto de Romain Grosjean, que se acidentou assustadoramente no GP do Bahrein daquele mesmo ano. Fittipaldi foi reserva da Haas até 2025, antes de deixar a equipe norte-americana e passar a assumir a mesma função na Cadillac na atual temporada. Em paralelo, compete no IMSA SportsCar e na ELMS.

Felipe Nasr

Felipe Nasr competiu como titular por apenas dois anos na F1 (Foto: Porsche Penske)

O título da F3 Britânica em 2011 e o bom desempenho na então GP2 (atual Fórmula 2) em 2013 serviram de combustível para Felipe Nasr assinar com a Williams para o cargo de piloto reserva em 2014. O apoio de patrocinadores o ajudaram a fechar contrato para ser titular da Sauber para as duas temporadas seguintes, mas a perda desse apoio e as dificuldades financeiras enfrentadas pela própria equipe o fizeram perder o assento para 2017, embora tenha sido o responsável pelos únicos 2 pontos somados pelo time no Mundial de Construtores em 2016, com o nono lugar no GP do Brasil.

Bruno Senna

Bruno Senna também teve passagem curta pela F1 (Foto: Andrew Ferraro/LAT)

Dono de uma carreira pouco estrelada na base, Bruno Senna viu o terceiro lugar na F3 Britânica de 2006 e o vice-campeonato na GP2 de 2008 abrirem as portas para um teste com a Honda naquela mesma temporada. No entanto, devido à saída da fabricante japonesa do grid da F1, o sobrinho de Ayrton Senna teve a estreia na categoria principal adiada para 2010, com a Hispania.

Começou 2011 como reserva da Lotus e chegou a brigar pelo posto de titular após o forte acidente de Robert Kubica no rali, porém perdeu a disputa para Nick Heidfeld. Após o alemão rescindir contrato com a equipe, Bruno assumiu a posição para as oito últimas corridas daquele certame.

A aventura final na F1 foi em 2012, pela Williams, onde substituiu Rubens Barrichello. Apesar de bons resultados, como, por exemplo, o sexto lugar no GP da Malásia, perdeu a vaga para Valtteri Bottas para a temporada seguinte.

Lucas Di Grassi

Lucas Di Grassi teve passagem curta pela F1 (Foto: Fórmula E)

Lucas Di Grassi foi campeão da Fórmula Renault Brasileira em 2002, venceu corridas na F3 Europeia e terminou como vice-campeão da GP2 em 2007. Mas antes mesmo de brilhar na principal categoria de acesso, tornou-se membro do programa de desenvolvimento da Renault em 2004, por onde permaneceu por quatros anos. Chegou a atuar como reserva imediato de Fernando Alonso e Nelsinho Piquet no time francês em 2008.

O brasileiro perdeu a briga contra Romain Grosjean pela titularidade em 2009, após a demissão de Piquet, o que o levou a realizar testes com a Honda ao lado de Bruno Senna naquele mesmo ano. Por fim, competiu por apenas um ano na Fórmula 1, com a Virgin, em 2010, destacando-se posteriormente na Fórmula E.

Nelson Piquet Jr.

Nelsinho Piquet foi protagonista de uma das maiores polêmicas da história da F1 (Foto: Hernán Capa)

Nelson Piquet Jr. correu em categorias europeias e conquistou o título da F3 Britânica em 2004. No mesmo ano, foi vice-campeão da GP2, atrás de Nico Rosberg, depois de disputar o título com pilotos como Lewis Hamilton na trajetória de base. A primeira experiência a bordo de um carro de F1 veio lá em 2003, com a Williams, posteriormente testando também com a BAR em 2005.

Assinou com a Renault para ser piloto de testes na temporada seguinte, realizando trabalhos nos bastidores até assumir a titularidade em 2008, ao lado do bicampeão mundial Fernando Alonso. Muito por causa do escândalo conhecido como Crashgate, relacionado ao GP de Singapura de 2008, Piquet competiu na F1 por somente um ano e meio, mudando-se para a Nascar em 2010.

Antônio Pizzonia

Antônio Pizzonia teve passagem curta e sem brilho pela F1 (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Antônio Pizzonia foi um dos brasileiros mais promissores das categorias europeias no início dos anos 2000. Conquistou o título da F3 Britânica em 2000, com a equipe Manor, e competiu na Fórmula 3000 Internacional antes de chegar à Jaguar, em 2003. Na época, a equipe britânica era dirigida pelo ex-piloto Niki Lauda, que acabou sendo demitido posteriormente, assim como o brasileiro, que apresentou resultados muito abaixo em comparação com o companheiro de time Mark Webber.

Em 2004, mudou-se para a Williams para ser piloto de testes, função que já havia desempenhado na escuderia inglesa em 2003, sendo escalado para substituir Ralf Schumacher em algumas etapas enquanto o alemão se recuperava de um forte acidente. Depois de também ocupar o assento de Nick Heidfeld por algumas corridas em 2005, foi preterido pelo estreante Nico Rosberg para 2006.

Cristiano da Matta

Com carreira de sucesso nos Estados Unidos, Cristiano da Matta competiu pela Toyota na F1 (Foto: Reprodução)

Diferentemente dos outros pilotos da lista, Cristiano da Matta chegou à F1 depois de construir uma carreira de enorme sucesso nos Estados Unidos. Foi campeão da Indy Lights em 1998 e da CART em 2002, uma das principais categorias de monopostos do mundo na época. Esse título abriu as portas da Toyota na F1 para 2003, temporada em que anotou 10 pontos e terminou à frente do experiente Olivier Panis na classificação do campeonato.

Em 2004, perdeu a vaga na equipe japonesa para Ricardo Zonta depois do GP da Alemanha. Insatisfeito com a falta de competitividade da F1, prometeu nunca mais competir no Mundial e, por isso, retornou à CART no ano seguinte.

Felipe Massa

Felipe Massa foi o último grande destaque do Brasil na F1 (Foto: Ferrari)

Certamente o nome de maior destaque dessa lista. Felipe Massa estreou nos monopostos em 1997, na Fórmula Chevrolet, onde competiu por três temporadas e se sagrou campeão em 1999. Depois disso, brilhou tanto na Fórmula Renault Italiana quanto na Alemã, conquistando o título de ambas em 2000 antes de levar a melhor também na Fórmula 3000 Europeia no ano seguinte.

Como resultado, chamou atenção da Sauber e competiu como titular na F1 em 2002, ao lado de Nick Heidfeld. Por descumprir ordens da equipe, ficou sem vaga no grid de 2003, retornando, porém, para o mesmo time em 2004, onde permaneceu até o fim de 2005. Posteriormente, assinou com a Ferrari, escuderia com a qual conquistou os melhores resultados na categoria, incluindo o vice-campeonato de 2008.

A Fórmula 1 volta de 23 a 25 de outubro em Austin, com o GP dos Estados Unidos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026

O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.

DiaSessãoBrasilPortugalAngolaCabo VerdeMoçambique
Sexta, 23/10Treino livre 114h3018h3018h3016h3019h30
Sexta, 23/10Treino livre 218h22h22h20h23h
Sábado, 23/10Treino livre 314h3018h3018h3016h3019h30
Sábado, 23/10Classificação18h22h22h20h23h
Domingo, 11/10Corrida17h21h21h19h22h

Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.