Horner pede mudanças no teto de gastos da categoria

O ex-chefe da Red Bull, Christian Horner, voltou a discutir o teto orçamentário da Fórmula 1 e defendeu mudanças no modelo financeiro da categoria. Segundo o britânico, as equipes gastam atualmente entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões, enquanto o limite estabelecido pelas regras para 2026 é de US$ 215 milhões para as despesas contempladas pelo regulamento.

Horner também reconheceu que a implementação do teto trouxe ganhos de eficiência às equipes. Com menos liberdade para produzir e armazenar peças sem restrições financeiras, os times passaram a controlar de maneira mais rigorosa o uso de recursos.

A discussão ganhou força após críticas de James Vowles, chefe da Williams. Horner argumenta que o modelo atual deixa uma parcela significativa das despesas fora do limite, incluindo salários de pilotos, remuneração de alguns dirigentes, marketing e determinados custos de viagem.

O ex-dirigente comandava a Red Bull quando a equipe ultrapassou o teto de gastos de 2021 e recebeu uma multa de US$ 7 milhões, além de uma redução de 10% no tempo de testes aerodinâmicos.

Leia a matéria completa no GRANDE PRÊMIO: Horner pede mudanças no teto de gastos da F1: “Equipes gastam até R$ 3 bilhões”.

Ferrari leva última grande atualização para Austin

A Ferrari prepara para o GP dos Estados Unidos, entre 23 e 25 de outubro, uma das últimas oportunidades para introduzir mudanças relevantes no carro de 2026.

O foco do desenvolvimento está na busca por ganhos aerodinâmicos e na melhoria do desempenho do SF-26. Depois da etapa de Austin, a tendência é que as equipes concentrem cada vez mais recursos no projeto de 2027, que também exigirá adaptação às regras técnicas da próxima temporada.

A etapa norte-americana será importante para avaliar se as atualizações conseguem reduzir a diferença para as principais rivais e melhorar o desempenho da escuderia nas últimas corridas do ano.

Red Bull explica recuperação e aponta limite da evolução

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Max Verstappen (Foto: Pirelli)

A Red Bull atribuiu a recuperação de desempenho na temporada 2026 ao trabalho de desenvolvimento do RB22 e aos esforços para corrigir limitações do carro. O diretor-técnico Pierre Waché, porém, ressaltou que parte da redução da diferença para a Mercedes também está relacionada à evolução menos expressiva da rival.

Entre os problemas identificados pela equipe estava o peso do carro, que exigiu esforços para reduzir a massa e melhorar o desempenho. Waché também reconheceu que a Red Bull ainda precisa avançar para alcançar seu principal objetivo: disputar os títulos.

Apesar das vitórias recentes de Max Verstappen, o dirigente evitou classificar a temporada como um sucesso. A recuperação indica que a equipe conseguiu reagir, mas ainda precisa transformar os avanços em competitividade consistente.

Leia a matéria: Red Bull explica o que fez para crescer em 2026, mas pondera: “Mercedes não evoluiu tanto”.

Horner relembra dificuldades de Verstappen com o carro de 2022

Horner também comentou como a Red Bull trabalhou para adaptar seus carros ao estilo de pilotagem de Verstappen. Ao recordar o modelo de 2022, o ex-dirigente afirmou que o neerlandês detestava aquele carro e mencionou que a equipe de gestão do piloto pediu mudanças, alegando que o projeto havia sido desenvolvido em torno de Sergio Pérez.

A declaração oferece um contraponto à diferença de desempenho observada atualmente entre Verstappen e Isack Hadjar. O neerlandês venceu duas corridas seguidas em 2026, enquanto o companheiro enfrenta uma fase mais difícil.

O relato de Horner aponta para um aspecto recorrente na Fórmula 1: o desempenho de um piloto não depende apenas da velocidade individual, mas também da capacidade da equipe de desenvolver um carro compatível com suas necessidades.

Confira: “Max detestava aquele carro”: Horner revela como Red Bull trabalha para favorecer estilo de Verstappen.

McLaren admite temporada difícil e mira reação em 2027

O CEO da McLaren, Zak Brown, reconheceu que a equipe enfrenta desafios com o regulamento técnico de 2026 e destacou a competitividade das principais escuderias. O dirigente afirmou que a prioridade é aproveitar as etapas restantes e preparar o retorno à disputa pelo título em 2027.

Brown também demonstrou abertura para discutir mudanças no teto de gastos, tema que voltou ao centro das conversas no paddock após as críticas de James Vowles. O debate envolve como manter a estabilidade financeira da categoria sem ampliar a distância entre as equipes mais fortes e as demais.

A perspectiva para 2027 passa tanto pela recuperação de desempenho quanto pela capacidade de interpretar o regulamento e transformar os dados da temporada atual em soluções competitivas.

Leia mais: CEO da McLaren garante “abertura a novas ideias” para teto de gastos da Fórmula 1.

Quando será a próxima corrida da F1?

A Fórmula 1 retorna entre 23 e 25 de outubro, com o GP dos Estados Unidos, disputado no Circuito das Américas, em Austin. A corrida principal está prevista para domingo, 25 de outubro, às 17h (de Brasília).

Confira também o guia de programação: Tem F1 neste fim de semana? Veja quando será a próxima corrida em 2026.

FAQ F1 Hoje

O que Christian Horner disse sobre o teto de gastos da F1?

Horner defendeu mudanças no limite orçamentário e afirmou que algumas equipes gastam entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões por ano. Ele também reconheceu que o teto aumentou a eficiência financeira das escuderias.

O que a Red Bull apontou como motivo para sua recuperação em 2026?

A equipe destacou o desenvolvimento do RB22 e os esforços para corrigir limitações do carro. Pierre Waché também ponderou que a evolução da Mercedes influenciou a redução da diferença entre as equipes.

Quando será o GP dos Estados Unidos de F1 em 2026?

A etapa será disputada de 23 a 25 de outubro, em Austin. A corrida principal está marcada para domingo, 25 de outubro, às 17h, no horário de Brasília.