Ao longo dos 75 anos de história, a Fórmula 1 teve diferentes parcerias entre pilotos/equipes e fornecedoras de motores/equipes. Algumas geraram grandes expectativas — e cumpriram o que prometeram —, outras tantas deixaram a desejar em diferentes aspectos.

A grande história da temporada 2025 da Fórmula 1, por enquanto, é o casamento entre Lewis Hamilton e Ferrari, que certamente foi o maior anúncio da história do esporte. Afinal, se trata da escuderia mais tradicional do grid contratando o maior piloto da história.

Hamilton, no entanto, está enfrentando inúmeras dificuldades para se adaptar à Ferrari e o início da trajetória tem sido bem abaixo do esperado. Porém, com apenas nove corridas completadas, ainda é cedo para fazer qualquer avaliação da trajetória do heptacampeão por Maranello.

Mas é possível avaliar outras parcerias — que já chegaram ao fim — e não corresponderam às expectativas na Fórmula 1. Por isso, o GRANDE PRÊMIO listou dez desses casos. Confira:

Jean Alesi correu na Ferrari entre 1991 e 1995 (Foto: Reprodução)

Alesi e Ferrari

Após conseguir alguns resultados interessantes pela Tyrrell em 1989 e 1990, Jean Alesi foi contratado para dividir a Ferrari com Alain Prost em 1991. O francês, no entanto, chegou a Maranello em uma época em que a equipe já não era das mais competitivas e ficou por lá até 1995, momento em que Williams e Benetton mandavam na Fórmula 1.

Existia alguma expectativa no entorno da chegada de Alesi e o francês até conquistou alguns pódios. Porém, a única vitória foi no GP do Canadá de 1995. E ainda que seja lembrado com algum carinho pelos tifosi, os resultados nunca atingiram as expectativas.

Prost e Ferrari

Depois de travar uma guerra interna das mais intensas contra Ayrton Senna na McLaren, Alain Prost se mudou para a Ferrari em 1990. Naquele ano, o francês fez frente ao rival brasileiro, mas perdeu o título após o incidente na primeira curva do GP do Japão.

Em 1991, no entanto, a Ferrari teve um pouco mais de problemas com o carro e tamanha era a insatisfação que Prost comparou o bólido a um caminhão. Com a relação já estremecida, a Ferrari demitiu Alain e contou com Gianni Morbidelli na última corrida do ano na Austrália.

Apesar de passagem curta e conturbada, Alain Prost anotou 5 vitórias na Ferrari (Foto: Reprodução)

Senna e Williams

Por ter sido brutalmente interrompida após o acidente fatal no GP de San Marino, fazer uma avaliação da passagem de Ayrton Senna pela Williams é um tanto complicado. Afinal, a parceria durou apenas três corridas na Fórmula 1. Os resultados nesse determinado período, no entanto, foram muito abaixo do que todo mundo esperava.

Por se tratar do melhor piloto guiando o melhor carro, a expectativa era de que Senna venceria a maioria das corridas com extrema facilidade. Porém, a Williams foi a equipe mais prejudicada com o banimento da maioria dos auxílios eletrônicos na temporada de 1994 e o carro se tornou um tanto arisco.

Ainda que tenha cravado a pole em todas as três corridas que participou, Senna não terminou a corrida em nenhuma das oportunidades.

Schumacher e Mercedes 

Michael Schumacher se aposentou da Fórmula 1 pela primeira vez em 2006 após uma passagem extremamente laureada pela Ferrari, mas a trajetória junto da Mercedes, entre 2010 e 2012, ficou bem abaixo das expectativas.

Schumacher voltou ao grid para ajudar a equipe a se tornar grande na Fórmula 1 e, ainda que os alemães não fossem uma potência na época, existia uma grande expectativa acerca do que o heptacampeão poderia fazer.

No fim, foi superado por Nico Rosberg nas três temporadas e conquistou apenas um top-3, enquanto o companheiro de equipe subiu ao pódio em quatro oportunidades, sendo uma delas com vitória. 

A passagem de Michael Schumacher pela Mercedes foi abaixo das expectativas (Foto: Mercedes)

Räikkönen e Ferrari (2014 a 2018)

Kimi Räikkönen viveu cenários distintos nas duas passagens que teve pela Ferrari na Fórmula 1. Último nome a conquistar o Mundial de Pilotos pela equipe em 2007, o finlandês encerrou o primeiro vínculo no fim de 2009, mas reviveu o casamento em 2014 após boas atuações pela Lotus.

Contudo, Kimi nunca se encaixou na Ferrari durante a segunda passagem. É bem verdade que entre 2014 e 2016 o carro não era dos mais competitivos. Porém, em 2017 e 2018, quando Sebastian Vettel brigou pelo título, Räikkönen foi coadjuvante. Os dois primeiros pódios só apareceram em 2015, ainda que a frequência tenha aumentado em 2016 e 2017.

2018 foi a melhor temporada da segunda passagem de Kimi pela Ferrari com uma vitória e 12 pódios. Ainda assim, foi muito abaixo de Vettel.

McLaren e Honda (2015 a 2017)

A Honda voltou para a Fórmula 1 em 2015 como fornecedora de motores da McLaren e tinha como objetivo reviver um casamento que fez muito sucesso nos anos 1980 e 1990. A realidade, no entanto, foi cruel com as duas partes.

A Honda não conseguiu viver a parceria de sucesso com a McLaren (Foto: Reprodução)

Entrando na disputa com um ano de atraso em relação às concorrentes, que já trabalhavam com o motor híbrido desde 2014, a Honda tinha problemas de potência e confiabilidade. A situação deixou Fernando Alonso tão frustrado, que no GP do Japão, casa da fornecedora de motores, o espanhol chamou o equipamento de “motor de GP2”.

Depois de ficar duas temporadas (2015 e 2017) na penúltima posição do Mundial de Construtores, a McLaren encerrou o vínculo e passou a ser impulsionada pela Renault a partir de 2018.

Vettel e Ferrari

É preciso frisar que a passagem de Sebastian Vettel pela Ferrari não foi um fiasco. Afinal, desde Fernando Alonso em 2010 e 2012, o tetracampeão foi o único capaz de colocar a escuderia de Maranello na briga pelo título em 2017 e 2018.

Porém, não dá para negar que a passagem de Vettel também ficou um pouco abaixo das expectativas. Afinal, ainda que o começo em 2015 tenha sido interessante, com vitória logo na segunda corrida na Malásia, o fim foi melancólico.

Vettel sofreu com altos e baixos na passagem pela Ferrari (Foto: Reprodução)

A queda vertiginosa começou em 2018, no GP da Alemanha, quando caminhava para a vitória, mas errou durante o safety-car, abandonou a corrida e viu Lewis Hamilton assumir a liderança para nunca mais ser superado. Desde então, os erros de Sebastian se tornaram frequentes e houve até quem questionasse a capacidade do tetracampeão.

O fundo do poço foi em 2019, quando foi superado pelo jovem Charles Leclerc. Em 2020, durante a pausa da Fórmula 1 por causa da Covid-19, a Ferrari anunciou a saída do alemão no fim daquele ano. E a temporada do tetracampeão foi terrível, com apenas 33 pontos contra 98 do monegasco.

Ricciardo e Renault

Considerado um dos principais pilotos do grid na época, Daniel Ricciardo chocou o mundo da F1 ao trocar a competitiva Red Bull pela Renault em 2019. Contratado a peso de ouro, o australiano era o pilar principal de uma reestruturação que nunca aconteceu de fato.

O desempenho de Ricciardo pela Renault foi bem interessante, considerando o equipamento que tinha em mãos. Inclusive, conquistou dois pódios com o time em 2020 e encerrou aquela temporada na quinta posição.

Porém, de forma imediatista, Ricciardo abandonou o barco após apenas duas temporadas para se mudar para a McLaren. A Renault, já a partir de 2021, se tornou Alpine e desde então tenta se consolidar na Fórmula 1.

Ricciardo e McLaren

Daniel Ricciardo teve inúmeros problemas durante a passagem pela McLaren (Foto: McLaren)

Ricciardo afundou a própria carreira quando se mudou para a McLaren. Em um momento em que a equipe também estava se reestruturando, o australiano chegou para ser o líder do projeto, mas nunca demonstrou a boa forma dos tempos de Red Bull e Renault — ainda que tenha vencido o GP da Itália de 2021.

Ricciardo nunca se adaptou à McLaren e foi triturado por Lando Norris. Em 2021, o britânico marcou 160 pontos contra 115 do australiano. Na temporada seguinte, Norris marcou 122 contra 37 de Daniel. Dessa forma, o #3 foi dispensado e deu lugar a Oscar Piastri.

Vettel e Aston Martin

Após o fim melancólico na Ferrari, Sebastian Vettel se mudou para a Aston Martin em 2021 com o objetivo de reestruturar a equipe — que até hoje conta com um grande aporte financeiro e busca o topo da categoria.

Com a mudança de ares, e sendo valorizado na nova equipe, a expectativa era que Vettel retomasse a boa forma e ajudasse no crescimento da Aston Martin. E ainda que tenha conquistado um pódio no caótico GP do Azerbaijão de 2021, Sebastian nunca teve um carro competitivo em mãos e decidiu abandonar o barco ao fim de 2022, após duas temporadas em que, somadas, registrou apenas 80 pontos.

Fórmula 1 realiza o GP do Canadá neste fim de semana, de 13 a 15 de junho, em Montreal, décima etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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