Fórmula E parte para sua 11ª temporada em 2024. Serão, novamente, 11 equipes com 22 pilotos que vão disputar o campeonato do mundo dos carros elétricos. Há duas mudanças nos times para a temporada, com a ERT passando a se chamar Kiro e adotando motor Porsche, além da ABT Cupra, que agora é Lola Yamaha com os motores da parceria formada pelas duas marcas.

Dentre os pilotos, Taylor Barnard, Zane Maloney e David Beckmann são os estreantes na categoria. O GRANDE PREMIUM apresenta todas as equipes e pilotos da temporada que se inicia no próximo dia 7 de dezembro, com o eP de São Paulo.

Confira as equipes e pilotos da temporada 2024/25 da Fórmula E:

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Mitch Evans e o novo carro da Jaguar (Foto: Fórmula E)

Jaguar

A Jaguar conquistou os troféus de equipes e fabricantes na temporada passada, mas amargou a derrota no Mundial de Pilotos para Pascal Wehrlein, da Porsche. A equipe chegou para o eP de Londres, última etapa da temporada, com boas chances de Mitch Evans e Nick Cassidy faturarem o título, mas viram Wehrlein ser consistente e ficar com a taça. Mesmo assim, a equipe inglesa conquistou um mundial depois de 33 anos e continua apostando na dupla neozelandesa em 2024/25 para buscar o título de pilotos.

Mitch Evans (Foto: Fórmula E/Alastair Staley/LAT Images)

Mitch Evans #9

Como nos últimos anos, Evans bateu na trave de novo e não conseguiu o título mundial, mas foi consistente o bastante para ficar com o vice e acumular 192 pontos. O neozelandês é um dos nomes fortes para a próxima temporada, embora Porsche e Jaguar enfrentem, em 2024/25, a concorrência da Nissan, que melhorou o seu carro e surge como uma das postulantes a brigar por tudo na Fórmula E.

Nick Cassidy (Foto: Fórmula E)

Nick Cassidy #37

Cassidy apresentou uma temporada muito forte, principalmente na segunda metade do ano, mas o péssimo eP de Porland tirou as chances reais de título do neozelandês. Considerado um dos mais rápidos do grid, o #37 ficou terceiro no campeonato, acumulando 176 tentos, e parte para mais uma tentativa de buscar o título mundial, ainda com o trem de força Jaguar.

Porsche (Foto: Fórmula E)

Porsche

A Porsche enfrentou problemas na primeira metade da temporada, sobretudo com o desempenho abaixo de António Félix da Costa, mas, com Pascal Wehrlein, buscou pontos importantes durante o ano e, na última etapa, se sobressaiu com duas ótimas corridas do alemão e o título do Mundial de Pilotos. Contudo, agora, a prioridade de equipe alemã é buscar o Mundial de Construtores.

Pascal Wehrlein (Foto: Fórmula E)

Pascal Wehrlein #1

Pascal Wehrlein tem um desafio muito claro em 2024/25: defender o título mundial na Fórmula E. Depois de superar a dupla da Jaguar e ficar com o título pela primeira vez, o desafio aumenta no próximo campeonato. E equipamento para isso ele tem. Afinal, o trem de força da Porsche é um dos mais poderosos do grid e chega como um dos favoritos para mais uma temporada da categoria.

António Félix da Costa (Foto: Hankook)

António Félix da Costa #13

Da Costa teve futuro ameaçado na Porsche por não ter feito um início de temporada bom, mas deu a volta por cima, venceu corridas e ajudou o time alemão a ficar com o vice do Campeonato de Equipes e Fabricantes. Agora, o campeão mundial parte para mais uma tentativa de ameaçar o reinado do campeão, que agora é o próprio companheiro de equipe na Fórmula E.

DS Penske (Foto: DS Penske)

DS Penske

A DS Penske fez uma temporada bastante regular e buscou o terceiro lugar no Mundial de Equipes, com 200 pontos somados no campeonato. Jean-Éric Vergne, o grande responsável por esses tentos, continua como referência na equipe americana. A novidade é a chegada de Maximilian Günther, que estava na Maserati.

Jean-Éric Vergne (Foto: Fórmula E)

Jean-Éric Vergne #25

Vergne é velocidade pura e tem muito talento, mas pode enfrentar a dificuldade de precisar ser competitivo nas corridas de pelotão — formato que ele tanto odeia. O francês, ex-F1, continua como líder do projeto da DS Penske, mas terá a companhia do agressivo Maximilian Günther em 2024/25.

Maximilian Günther (Foto: DS Performance)

Maximilian Günther #7

Günther chega pra compor a DS Penske depois de um bom oitavo lugar com a Maserati, superando nomes como Norman Nato, Sébastien Buemi, Stoffel Vandoorne e Robin Frijns. O desafio é grande, mas já foi possível ter uma boa primeira impressão sobre o alemão nos testes de pré-temporada da Fórmula E, em Jarama.

A Nissan é a bola da vez na Fórmula E e deve brigar por vitórias (Foto: Fórmula E)

Nissan

A Nissan é a grande bola da vez da Fórmula E. A montadora japonesa melhorou seu carro e trabalhou forte no Gen3 Evo, o novo monoposto da categoria, colocando-se em um posto para brigar diretamente por vitórias com Porsche e Jaguar. A equipe manteve o talentoso Oliver Rowland e trouxe de volta o experiente Norman Nato para competir com mais regularidade neste campeonato.

Oliver Rowland (Foto: Simon Galloway / LAT Images)

Oliver Rowland #23

Rowland dispensa comentários pelo talento que tem. Na última temporada, mesmo sem o melhor equipamento, venceu corridas e fez frente aos favoritos monopostos da Porsche e Jaguar na Fórmula E. Neste ano, com o crescimento da Nissan e o Gen3 Evo, a expectativa é que o dono do #23 seja ainda mais competitivo.

Norman Nato (Foto: Nissan)

Norman Nato #17

Nato pode agradecer pelo retorno à Nissan, sobretudo neste momento, com o carro da equipe sendo considerado um dos melhores do grid. O francês fez uma temporada muito ruim na Andretti, foi amassado por Jake Dennis, mas, agora, ganha mais uma chance de competir na Fórmula E. E justamente na equipe que o dispensou um ano atrás.

Andretti (Foto: Fórmula E)

Andretti

A Andretti errou muito em 2023/24 e não deu ao campeão mundial Jake Dennis um carro à altura do que ele merecia para disputar o campeonato. Agora, chega como incógnita para a temporada. Espera-se que tenha melhorado seus processos internos e que o bólido seja melhor, sobretudo em ritmo de corrida. Para ajudar nessa jornada, trouxe o talentoso Nico Müller, que tirou leite de pedra do fraco carro da ABT Cupra no último campeonato.

Jake Dennis (Foto: LAT/Fórmula E)

Jake Dennis #27

Jake Dennis tem velocidade, talento e é agressivo na medida certa, mas precisa de um carro à altura para competir. E, embora a Andretti tenha pecado nisso, o piloto também cometeu erros importantes em 2023/24 e sequer ameaçou os ponteiros da categoria dos carros elétricos. Agora, parte para mais uma tentativa, mas as garantias não são grandes.

Nico Müller (Foto: Andretti)

Nico Müller #51

Müller pode se sentir valorizado e satisfeito com o trabalho feito na ABT Cupra. O suíço tirou leite de pedra e pontuou nas quatro últimas etapas com um carro muito abaixo da concorrência para terminar o campeonato em 12º. O feito lhe rendeu uma vaga na Andretti, que, por mais que tenha problema, oferece um equipamento muito mais competitivo do que o carro do time alemão, que agora se chama Lola Yamaha.

Envision (Foto: Fórmula E)

Envision

A Envision foi do céu ao inferno em apenas dois anos e isso impressiona. De campeã da categoria em 2022/23 a time de meio de pelotão em 2023/24, a equipe de Silverstone terminou a temporada em sexto, muito longe do ideal. A equipe bem que tentou superar a perda de Cassidy com Robin Frijns, mas não conseguiu. Para 2024/25, o time segue com Frijns e Sébastien Buemi.

Sébastien Buemi (Foto: Fórmula E)

Sébastien Buemi #10

Embora tenha compromisso fixo com o Mundial de Endurance (WEC), confirmado no Toyota #8 em 2025, Buemi seguirá tentando competir na Fórmula E com a Envision. O talento de Buemi é notável, mas ele vem de uma temporada muito abaixo do que pode render. Agora, terá outra oportunidade para dar a volta por cima.

Robin Frijns (Foto: Fórmula E)

Robin Frijns #4

Frijns até teve bons momentos na temporada, principalmente no eP de Portland, quando engatou dois segundos lugares na etapa americana, mas também sofreu com a queda acentuada da Envision. O piloto neerlandês foi nono no campeonato, mas ainda é pouco para a Envision. O objetivo é buscar mais em 2024/25.

McLaren (Foto: Fórmula E)

McLaren

A McLaren vem de uma temporada bastante irregular, com apenas 101 pontos somados em 2023/24. Mas, apesar do resultado ruim no último campeonato, a equipe usa trem de força Nissan e as expectativas são bem altas. Para o próximo campeonato, o time britânico manteve o experiente Sam Bird, mas apostou em uma promessa da base: Taylor Barnard.

Sam Bird (Foto: FIA Fórmula E)

Sam Bird #8

Vencedor do último eP de São Paulo, Sam Bird sofreu na última temporada com o equipamento da McLaren e lesões. Terminou o ano em 13º, mas sabe que o carro laranja-papaia poderá alçar voos maiores no próximo campeonato. O objetivo é brigar na parte de cima da tabela.

Taylor Barnard (Foto: McLaren)

Taylor Barnard #5

Barnard chega para adquirir cada vez mais experiência, mas isso não exclui a possibilidade de brigar contra os cobrões da Fórmula E. Muito pelo contrário. Assim como Bird, a expectativa é que o equipamento seja melhor e o jovem possa levar a McLaren a lugares melhores em 2024/25. A ver.

O azul tradicional da Maserati ganha companhia de rosa para 2025 (Foto: Maserati)

Maserati

A Maserati busca uma reação no próximo campeonato, depois de amargar um ano modesto na Fórmula E. A equipe foi apenas a oitava no Troféu de Equipes e somou apenas 81 pontos durante toda a competição. Para isso, fez uma troca dupla e trouxe o campeão mundial Stoffel Vandoorne da DS Penske e Jake Hughes da McLaren. Ainda que o carro do time de Mônaco não esteja — pelo menos neste momento — entre os melhores do grid e o time esteja em dificuldades financeiras, a Maserati confirmou presença na era Gen4 e deu um recado claro: quer um projeto de longo prazo na Fórmula E.

Stoffel Vandoorne (Foto: Fórmula E)

Stoffel Vandoorne #2

Vandoorne também vem de uma temporada abaixo do esperado e aposta no trem de força Stellantis para dar a volta por cima. O belga sabe que a equipe monegasca não tem o melhor equipamento, mas vai tentar de tudo para pontuar mais em 2024/25.

Jake Hughes (ao centro) (Foto: Fórmula E)

Jake Hughes #55

Hughes também sofreu com o mediano equipamento da McLaren e foi apenas o 14º no Mundial de Pilotos em 2023/24. A mudança de ares se fez necessária para tentar reagir e a Maserati ofereceu a oportunidade para essa tentativa de retomada na Fórmula E. Ainda que o carro do time ítalo-monegasco não esteja — pelo menos neste momento — entre os melhores do grid, Hughes vai buscar mais pontos.

Lola Yamaha (Foto: Fórmula E)

Lola Yamaha

A Lola Yamaha não teve uma pré-temporada tão frutífera, já que foi o time que menos conseguiu dar voltas nos teste de pré-temporada, em Jarama: 401 giros, contra 544 de Andretti e McLaren. Antiga ABT Cupra, a equipe Lola oficializou entra na categoria como fornecedora de motores e trens de força e conta com a Yamaha como parceira técnica. A verdade é que a equipe é uma verdadeira incógnita para 2024/25. Lucas Di Grassi foi mantido e terá o jovem Zane Maloney como companheiro no time amarelo e azul.

Lucas Di Grassi (Foto: Fórmula E)

Lucas Di Grassi #11

Um dos pilotos presentes no grid a participar de todas as temporadas da Fórmula E, Di Grassi chega para 2024/25 com a esperança de reviver os dias de glória. O campeão mundial vem de uma temporada muito difícil, que classificou como a pior da carreira, e tenta, agora, reação com a Lola Yamaha.

Zane Maloney (Foto: ABT)

Zane Maloney #22

Zane Maloney adquiriu experiência suficiente como piloto reserva da Andretti na Fórmula E, da Sauber na Fórmula 1 e também como postulante ao título na Fórmula 2. Agora, recebe a oportunidade de fazer uma temporada completa com a Lola Yamaha, ao lado do experiente Di Grassi e almejando construir carreira sólida na categoria. É claro que o primeiro ano tende a server mais como aprendizado, mas o barbadiano tem condições de surpreender.

Mahindra (Foto: Mahindra)

Mahindra

A depender dos testes de pré-temporada em Jarama, a Mahindra pode se animar para o campeonato. A equipe indiana chegou a liderar alguns momentos dos testes com Nyck de Vries, mas, obviamente, a amostragem ainda é muito pequena. Para 2024/25, manteve Edoardo Mortara e De Vries e buscará fazer um campeonato mais consistente.

Edoardo Mortara (Foto: Fórmula E)

Edoardo Mortara

Mortara conviveu com acidentes e um equipamento abaixo do esperado na temporada 2023/24. O suíço concluiu o campeonato em 16º, com apenas 29 pontos marcados. A ideia é melhorar o desempenho em 2024/25 e contar com um trem de força mais poderoso e estratégia mais acertadas para competir mais acima do grid desta vez.

Nyck De Vries (Foto: Guilherme Bloisi/GRANDE PRÊMIO)

Nyck de Vries

Campeão mundial em 2020/21, De Vries voltou ao grid da Fórmula E depois de ser demitido na Fórmula 1, mas pouco empolgou na categoria dos carros elétricos em 2023/24. O sopro de esperança foi ter liderado os treinos de pré-temporada em alguns momentos com a Mahindra e a ideia é, obviamente, competir com os times de cima da tabela.

Kiro (Foto: Fórmula E)

Kiro

A Kiro pode ser considerada a surpresa da temporada até aqui. A antiga ERT substituiu o brasileiro Sérgio Sette Câmara por David Beckmann nos testes de pré-temporada de Jarama e liderou as atividades em diversos momentos. Agora com trem de força da Porsche, mesmo com o modelo Gen3 dos alemães, o desempenho em pista surpreendeu e podemos esperar uma equipe mais forte em 2024/25. Para isso, a equipe terá Dan Ticktum e Beckmann como titulares na temporada.

Dan Ticktum (Foto: Fórmula E)

Dam Ticktum

Remanescente da ERT, Ticktum fez um bom teste de pré-temporada com o carro da Kiro e pode ter boa temporada com um trem de força mais forte. O britânico somou 12 pontos em 2023/24 e concluiu a temporada em 19º.

David Beckmann (Foto: Porsche)

David Beckmann

David Beckmann substituiu Sérgio Sette Câmara nos testes de pré-temporada da Kiro e agradou. Faz parte da cota da Porsche, que, como nova fornecedora de motores da Kiro a partir da nova edição da Fórmula E, pediu um piloto próprio na equipe e já deixou claro que quer o alemão. Por isso e pelo bom desempenho na Espanha, ele foi escolhido.

Após o fim do período de testes, a Fórmula E começa a se preparar oficialmente para a estreia da temporada, programada para o dia 7 de dezembro, em São Paulo. O GRANDE PRÊMIO fará a cobertura completa do evento, com presença IN LOCO, e do campeonato na íntegra.