O Sambódromo do Anhembi, mais uma vez, será palco da etapa de estreia do campeonato de 2025/26 no próximo dia 6. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, a Fórmula E disputará 17 provas para se despedir da terceira geração de carros da história da categoria, abrindo caminho para o Gen4, o monoposto elétrico mais veloz já produzido.
Entre as equipes, a principal mudança fica por conta da saída da McLaren do campeonato, disposta a focar esforços no projeto do Mundial de Endurance. Mas nem tudo é ruim. Uma gigante assegurou cadeira na categoria elétrica: a Citroën, por meio do Grupo Stellantis, chega ao grid para repor a saída da Maserati. Diferente da Maserati, que dava apenas o nome de batismo a uma equipe operada pelo Monaco Sports Group, a Citröen é quem toca o projeto com suas próprias forças.
A marca francesa encerrou em 2019 um projeto tremendamente vencedor no WRC e, desde então, tem ancorado o projeto esportivo em apoiar jovens pilotos ligados a si no WRC2 e WRC3. Sabia-se, desde então, que havia a vontade de retornar a um grande campeonato esportivo e a categoria elétrica abriu as portas, visando também a mudança de regulamento prometida para o próximo ano.
A movimentação maior ficou por conta dos pilotos, que o GRANDE PREMIUM vai dissecar mais adiante. Para o Brasil, fica a expectativa pelo que Felipe Drugovich fará no capítulo que abre agora no esporte a motor. Anunciado pela Andretti, terá, enfim, a primeira oportunidade guiar como titular num campeonato completo de monopostos desde o título conquistado na Fórmula 2, em 2022. O começo da trajetória como titular na categoria vem a reboque da saída definitiva como reserva da Aston Martin na F1.
Conheça equipes e pilotos para a temporada 2025/26 da Fórmula E:

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Porsche
A montadora alemã teve perdas significativas para a temporada 12. O time não conta mais com António Félix da Costa, que mudou de ares após três anos e muitas dificuldades de relacionamento com Pascal Wehrlein e a gerência. Com a manutenção do campeão de 2024 assegurada, a Porsche foi atrás de outro nome experiente para compor a garagem, Nico Müller, forte o suficiente para brigar pelo bi nas competições de Equipes e Fábricas e familiarizado com o carro da marca alemã.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Nico Müller (SUI) | 62 | – | 1 | – |
| Pascal Wehrlein (ALE) | 96 | 8 | 18 | 9 |

Pascal Wehrlein #94
Sem forças o suficiente para brigar pelo segundo título mundial de Pilotos e acabou o campeonato de 2025 em terceiro lugar, com apenas uma vitória e 39 pontos atrás de Rowland. De ânimo renovado, é sempre um nome forte para disputar nas cabeças o troféu de campeão.

Nico Müller #51
Aos 33 anos, ganhou uma chance de ouro de compor uma equipe forte para brigar por pódios, poles e vitórias em 2026. Müller vem de três jornadas difíceis na Fórmula E – duas por andar no fim do grid com a ABT Cupra e outra pela Andretti, que terminou como enorme decepção – e tem de mostrar serviço para o novo time, somando pontos importantes para o campeonato de Equipes.

Jaguar
Se tem uma equipe com uma dupla de pilotos talentosa e com possibilidades de ser explosiva na mesma proporção, esta é a Jaguar. Com a saída de Nick Cassidy para a Citroën, cabe a Mitch Evans capitanear o time, mas com um António Félix da Costa na cola pronto para disputar o protagonismo. Com todo esse potencial à disposição, a probabilidade de brigar pelos títulos em 2026 é considerável.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Mitch Evans (NZL) | 126 | 14 | 33 | 10 |
| António Félix da Costa (POR) | 144 | 12 | 27 | 8 |

Mitch Evans #9
Teve poucos momentos de brilho em 2025, mas a vitória categórica em São Paulo foi o maior deles. Afinal, não é todo dia que alguém sai de último para vencer. De lá para cá, sofreu demais com as desilusões da Jaguar e viu Cassidy superá-lo. Mesmo sem Nick, agora tem de lidar com António Félix da Costa. Aos 31 anos, Evans segue sua jornada em parceria com a montadora britânica disposto a, enfim, conquistar o tão sonhado título.

António Félix da Costa #13
O piloto de 34 anos segue com fôlego o suficiente para incomodar os adversários na Fórmula E. Depois do caos vivido na Porsche com Wehrlein e cia., Félix da Costa muda de ares em 2026 em busca do bicampeonato na categoria elétrica, com a competitividade em alta ao olhar para o retrovisor e ver um companheiro de equipe do quilate de Evans.

Nissan
Como diz o velho ditado: em time que está ganhando, não se mexe. Por isso, a Nissan manteve a dupla de pilotos para esta 12ª temporada. O destaque fica para o campeão do ano passado, Oliver Rowland. Na competição de Equipes, fechou o top-3 do campeonato com 207 pontos e quer apagar má impressão da reta final de 2025. Para isso, entra com a chancela de um caneco e como uma das favoritas ao título.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Oliver Rowland (ING) | 94 | 7 | 20 | 10 |
| Norman Nato (FRA) | 63 | 1 | 3 | 1 |

Oliver Rowland #1
Dono de temporada magistral, garantiu o primeiro título na Fórmula E com antecipação. Agora ostentando o #1 do grid, o piloto de 33 anos tem mais bagagem e conhece como poucos os meandros da categoria para, quem sabe, repetir a dose ao final das 17 provas – fato que aconteceu somente uma vez na história do campeonato.

Norman Nato #23
O francês ganhou sobrevida surpreendente ao ser contratado pela Nissan em 2025. Mas não justificou a vaga com resultados de pista e somou apenas 21 pontos. Mesmo assim, ficou. Para este ano, precisa retomar a boa forma e contribuir com para brigar pelo título de Equipes.

Mahindra
A montadora indiana segue com a dupla Mortara-De Vries pela terceira temporada consecutiva e, encorajada pela força demonstrada na pré-temporada em Valência, tudo indica que será figurinha constante em brigas pelo pódio ao longo das 17 etapas.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Nyck De Vries (HOL) | 70 | 4 | 11 | 2 |
| Edoardo Mortara (SUI) | 111 | 6 | 15 | 3 |

Edoardo Mortara #48
O suíço de 38 anos segue com a regularidade em alta ao frequentar a zona de pontos com constância, algo que a Mahindra necessita para dar um passo adiante numa possível presença entre os três primeiros no campeonato de Equipes. Experiente o suficiente para exercer tal papel, tende a seguir como um bom escudeiro para De Vries em 2026.

Nyck De Vries #21
O campeão de 2021 deixou uma última impressão mais do que positiva com dois segundos lugares na despedida do campeonato passado, em Londres. Nyck De Vries terminou em oitavo na classificação final e tem possibilidades reais de escalar mais degraus antes da chegada do Gen4.

DS Penske
Como na Jaguar, a dupla de pilotos da DS Penske para 2026 promete bastante briga nas pistas. Com a saída de Jean-Éric Vergne, cabe a Maximilian Günther comandar o projeto para esta jornada. A tarefa, porém, não será nada fácil com a chegada de Taylor Barnard, resgatado dos escombros da McLaren. Em 2025, a equipe acabou no meio da tabela em quinto lugar, mas com um par de talentos à disposição, a esperança é de ganhar terreno.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Maximilian Günther (ALE) | 99 | 7 | 12 | 4 |
| Taylor Barnard (ING) | 19 | – | 5 | 2 |

Maximilian Günther #7
O alemão boa praça vai para a segunda temporada sob a batuta da DS Penske e, após um 10º lugar e duas vitórias conquistadas em 2025, pretende alçar voos maiores antes da mudança de regulamento. Terá de superar os diversos abandonos que teve no campeonato passado – foram seis ao todo.

Taylor Barnard #77
O nome mais surpreendente de 2025 foi, sem dúvida, Taylor Barnard. Chegou mostrando força e talento com um pódio em São Paulo e foi figurinha constante na zona de pontos, fechando o campeonato em um excelente quarto lugar com a McLaren, colocando o então companheiro e veterano Sam Bird no bolso. Vai repetir a dose em 2026?

Andretti
Novamente, a Andretti vacilou em não entregar ao campeão de 2023, Jake Dennis, um carro em condições de repetir a dose na Fórmula E, ainda que a Porsche siga mandando com seus motores. O melhor resultado numa corrida foi o terceiro lugar, talvez indicativo que, com a evolução dos carros de terceira geração, as equipes clientes ficaram um tanto para trás. O trabalho do ano é mostrar que ainda consegue brigar na frente. Além de Dennis, Felipe Drugovich, desejo da companhia há dois anos, foi trazido a bordo.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Jake Dennis (GBR) | 79 | 6 | 23 | 7 |
| Felipe Drugovich (BRA) | 2 | – | – | – |

Jake Dennis #27
É a sexta temporada consecutiva sob o guarda-chuva da equipe norte-americana, mas os últimos dois anos foram difíceis para alguém que esperava a excelência da briga por título. Talento não falta para Dennis, agora cabe ao time fazer a parte dele. Ao lado na garagem, terá um bom adversário que promete aumentar a competitividade que faltou nos últimos anos.

Felipe Drugovich #28
Talvez o piloto brasileiro mais falado e comentado por sua ausência em campeonatos regulares dos últimos anos. É assim que Drugovich chega para a Fórmula E após passagem de três temporadas como reserva da Aston Martin na F1. Na categoria elétrica, a última impressão foi boa, com um sétimo lugar no eP de Berlim. Mais do que isso, terá de recuperar ritmo de corrida, afinal, viveu de algumas participações aqui e acolá após o título na F2 em 2022.

Envision
A equipe optou pela mescla entre a experiência de Sébastien Buemi por mais uma temporada e a chegada de Joel Eriksson, novato como titular oficial, para o lugar de Robin Frijns, que deixa o time após parceria de seis anos. Em 2025, terminou apenas em oitavo no campeonato de Equipes e com uma vitória conquistada pelo suíço em Mônaco.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Joel Eriksson (SUE) | 10 | – | – | – |
| Sébastien Buemi (SUI) | 143 | 14 | 35 | 16 |

Sébastien Buemi #16
Maior vencedor da Fórmula E, Buemi é campeão mundial na temporada 2015/16 e um dos nomes mais experientes do grid elétrico. No ano passado, fechou o campeonato na 12ª colocação com 84 pontos, três pódios e nunca pode ser considerado carta fora do baralho. Conhece os meandros da categoria como poucos e, com um carro bem acertado, pode fazer estrago.

Joel Eriksson #14
Acumula experiência na Fórmula E, com oito corridas pela então Dragon/Penske na temporada 2020/21, substituindo Nico Müller, além das participações com a Envision como piloto reserva. Agora, terá a primeira chance como titular na categoria.

Citroën
Após a confirmação de sua presença no grid da Fórmula E já para 2026 no lugar da Maserati, a montadora francesa buscou experiência para formar sua dupla de pilotos para este campeonato. Difícil pensar em algo melhor que a escolha por Vergne e Cassidy para fazer muito barulho na estreia nos monopostos elétricos.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Jean-Éric Vergne (FRA) | 146 | 11 | 38 | 17 |
| Nick Cassidy (NZL) | 79 | 11 | 25 | 7 |

Jean-Éric Vergne #25
Único bicampeão da história da Fórmula E, ganhou nova casa na Citroën após mais um ano sólido na temporada passada, que culminou no sexto lugar do campeonato. Com 35 anos de idade, vai formar uma dupla bastante talentosa com Cassidy e que tem condições de esquentar.

Nick Cassidy #37
Vice-campeão em 2025 com 153 pontos, buscou novo desafio ao ser anunciado como integrante do time francês. Aos 31 anos, Cassidy é nome imponente para disputar o título da Fórmula E, conquista que bateu na trave por duas vezes na trajetória que nutre nos carros elétricos. Será que a Citroën entrega um carro em condições para quebrar a escrita?

Cupra Kiro
Vice-lanterna no campeonato de Equipes, a Cupra Kiro mudou de mentalidade para 2026, deixando para lá o alemão David Beckmann, que chegou embalado pela parceira Porsche e somou apenas um ponto na temporada, e apostando na juventude do único estreante do grid, Pepe Martí. O espanhol terá a possibilidade de aprender com o companheiro Dan Ticktum, experiente de casa e categoria.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Pepe Martí (ESP) | – | – | – | – |
| Dan Ticktum (GBR) | 64 | 1 | 2 | 1 |

Pepe Martí #3
Deixou a academia de pilotos da Red Bull para apostar no projeto da Fórmula E. Aos 20 anos, começa a jornada elétrica em 2026 após passagem de quatro anos pela Campos nas categorias de base – dois anos na F3 e dois na F2, com quatro vitórias. Martí quer mostrar serviço logo de cara e evitar a má impressão deixada pelo antecessor.

Dan Ticktum #33
O britânico fez uma brilhante primeira perna do campeonato em 2025 até perder um pouco de ritmo na reta final da temporada. Presença constante na zona de pontos e com uma vitória conquistada no eP de Xangai, Ticktum quer avançar algumas casas após sua permanência na Cupra Kiro, visando dar o salto com a chegada do Gen4.

Lola Yamaha
O time britânico segue com Zane Maloney e Lucas Di Grassi como pilotos para 2026 antes da mudança de regulamentos com o Gen4. Lanterna no campeonato de Equipes com apenas 32 pontos conquistados, a Lola Yamaha sonha com um salto maior nesta temporada e conta com mescla entre experiência e juventude.
| Piloto | Corridas | Vitórias | Pódios | Poles |
| Lucas Di Grassi (BRA) | 147 | 13 | 41 | 4 |
| Zane Maloney (BAR) | 16 | – | – | – |

Lucas Di Grassi #11
O brasileiro de 41 anos de idade vai para mais uma jornada como uma espécie de desenvolvedor da caçula da Fórmula E. Com a Lola Yamaha ainda molhado os pés para entrar na briga de vez ano que vem, na era Gen4, Di Grassi continua sendo o presente que alicerça o futuro. Quem sabe, se as coisas se mostrarem promissoras, possa ser o presente por mais alguns anos…

Zane Maloney #22
O barbadiano saiu zerado na temporada de estreia na Fórmula E, único piloto a conseguir tal feito. Para esta segunda tentativa, busca apagar o quanto antes a impressão ruim. Cabe à Lola Yamaha disponibilizar um carro em condições de brigar.
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O maior calendário da história
A temporada 2025/26 será a mais duradoura da história da Fórmula E, com 17 corridas. Entre as praças, a principal mudança está na volta de Sanya, na China, ao calendário após sete anos de ausência, substituindo Jacarta, na Indonésia. A categoria também vai à Madri pela primeira vez, no Circuito de Jarama, enquanto o eP de Miami muda de lugar, deixando o autódromo de Homestead para disputar a prova na pista onde a Fórmula 1 realiza sua etapa nos últimos anos.
Já anota na agenda:
| CORRIDA | ETAPA | DATA |
| 1 | eP de São Paulo | 6 de dezembro/2025 |
| 2 | eP da Cidade do México | 10 de janeiro/2026 |
| 3 | eP de Miami | 31 de janeiro/2026 |
| 4 | eP de Jedá 1 | 13 de fevereiro/2026 |
| 5 | eP de Jedá 2 | 14 de fevereiro/2026 |
| 6 | eP de Madri | 21 de março/2026 |
| 7 | eP de Berlim 1 | 2 de maio/2026 |
| 8 | eP de Berlim 2 | 3 de maio/2026 |
| 9 | eP de Mônaco 1 | 16 de maio/2026 |
| 10 | eP de Mônaco 2 | 17 de maio/2026 |
| 11 | eP de Sanya | 20 de junho/2026 |
| 12 | eP de Xangai 1 | 4 de julho/2026 |
| 13 | eP de Xangai 2 | 5 de julho/2026 |
| 14 | eP de Tóquio 1 | 25 de julho/2026 |
| 15 | eP de Tóquio 2 | 26 de julho/2026 |
| 16 | eP de Londres 1 | 15 de agosto/2026 |
| 17 | eP de Londres 2 | 16 de agosto/2026 |
O eP de São Paulo está programado para acontecer no dia 6 de dezembro, no Sambódromo do Anhembi, com cobertura completa e IN LOCO do GRANDE PRÊMIO.
GUIA DA FÓRMULA E 2025/26
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